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Calderón pede que Obama reconsidere embargo a Cuba

Presidente mexicano diz que sanções foram 'pouco úteis'; líder americano afirma esperar gesto da ilha

Efe,

16 de abril de 2009 | 20h20

O presidente do México, Felipe Calderón, pediu nesta quinta-feira, 16, a seu colega dos Estados Unidos, Barack Obama, que reflita sobre a eficácia do embargo dos EUA sobre Cuba, o que para o chefe de Estado mexicano foi uma medida "pouco útil". "Não parece ser uma boa medida para que as coisas mudem em Cuba", afirmou Calderón em entrevista coletiva concedida junto com Obama na residência presidencial mexicana.

 

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Por sua vez, Obama afirmou que a suspensão das restrições a viagens e remessas a Cuba por parte dos EUA representa "uma demonstração de boa vontade" à qual espera que o governo cubano responda. Ele reconheceu que a mudança em Cuba não ocorrerá de repente e disse que "uma relação congelada durante 50 anos não derrete da noite para o dia."

 

Segundo Obama, agora cabe a Cuba dar o próximo passo e disse que "há uma série de medidas que o país pode tomar para avançar além das pautas dos últimos 50 anos", como a liberação de viagens para os cidadãos cubanos. Para o presidente americano, a liberação não será medida apenas pela melhora nas relações entre Cuba e EUA, mas também na medida em que o governo da ilha incentivar "a iniciativa, o potencial" dos cidadãos cubanos.

 

Obama também pediu a Havana para que respeite os direitos de seus cidadãos e permita a liberdade de culto, de expressão, de imprensa e de movimento. O chefe de Estado acrescentou que seu governo procura uma relação com a ilha "baseada no respeito mútuo pelas tradições de cada um, no respeito aos direitos humanos e nas necessidades do povo cubano."

 

O líder americano afirmou que os EUA "querem estar abertos à aproximação e o farão de maneira sistemática" caso Cuba responda. "Sou otimista quanto à obtenção de progressos", falou o presidente americano. Na segunda-feira, Obama ordenou a suspensão das limitações de viagens e envios de remessas e pacotes humanitários dos cubano-americanos para a ilha. Além disso, também ordenou uma série de medidas para facilitar as comunicações com Cuba.

 

Em resposta a essas medidas, o ex-presidente cubano Fidel Castro assegurou que "Cuba resistiu e resistirá" e que "jamais estenderá suas mãos pedindo esmola". A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta quinta no Haiti que a democratização de Cuba é condição necessária para a suspensão do embargo contra a ilha, o que envolve a libertação de presos políticos.

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