Calderón sai em defesa de sua guerra contra os cartéis de droga

O presidente do México, Felipe Calderón, saiu em defesa de sua repressão aos cartéis de droga, dizendo que o conflito que tem custado a vida de milhares de pessoas é a única forma de vencer o "câncer" que ataca o México.

KRISTA HUGHES, REUTERS

02 Setembro 2011 | 14h34

Calderón enfrenta uma pressão cada vez maior para pôr fim à violência que matou mais de 42 mil em menos de cinco anos. Ele dedicou quase metade de seu discurso anual sobre o estado da nação para rebater as críticas à ofensiva apoiada pelo Exército.

Em um discurso carregado de emoção uma semana depois que 52 pessoas morreram em um ataque contra um cassino de Monterrey supostamente provocado por membros de uma gangue de drogas, Calderón afirmou que enfrentar os criminosos era a única maneira para o México pôr fim ao que chamou de "escravidão da criminalidade".

"A única maneira de acabar de fato com esse câncer é perseverar com essa estratégia", disse ele no discurso que durou uma hora e meia. "Vamos derrotá-los."

"Se não tivéssemos feito nada... o país estaria completamente dominado pelos cartéis, a criminalidade teria crescido ao ponto de que as instituições do Estado teriam cessado de trabalho, deixando-as à disposição deles", acrescentou ele.

O surto de violência durante a presidência dele tem afugentado os investidores estrangeiros e prejudica o apoio ao Partido da Ação Nacional (PAN), conservador, que enfrenta cada vez mais dificuldade para garantir a reeleição presidencial em julho do ano que vem.

As pesquisas mais recentes sugerem que o partido de oposição, o Revolucionário Institucional (PRI) -- cujos 71 anos de governo autoritário e frequentemente corrupto chegaram ao fim com a vitória do candidato do PAN Vicente Fox em 2000 --, vencerá as eleições presidenciais de 2012.

As forças de segurança capturaram e mataram muitos traficantes sênior e Calderón disse que a violência é um sinal de fraqueza dos cartéis. Os críticos, no entanto, afirmam que a política dele de usar a força para acabar com os cartéis transformou uma situação ruim em péssima.

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