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Luis Hinojos/Efe
Luis Hinojos/Efe

Calderón visita Ciudad Juaréz em meio a comoção por morte de americanos

Funcionária do consulado dos EUA e seu marido foram assassinados a tiros neste domingo

Efe e Reuters,

15 de março de 2010 | 18h58

O presidente do México, Felipe Calderón, viajará a Ciudad Juárez pela terceira vez no ano nesta terça-feira, 16, em meio a comoção provocada pelo assassinato de uma funcionária do consulado e seu esposo, ambos americanos.       

 

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Uma fonte da Presidência citada pela imprensa local confirmou que a visita já estava programada para verificar junto a representantes dos setores sociais e empresariais os avanços na nova estratégia do governo contra o crime organizado.

 

A chegada de Calderón coincide com a forte tensão gerada após o assassinato do casal de americanos, e de um mexicano cônjuge de outra funcionária do consulado.

 

As visitas do presidente à cidade mais violenta do México correspondem à estratégia de segurança da qual participam diversos setores locais, após 15 jovens serem assassinados a tiros em uma festa em 31 de janeiro.

 

Em sua primeira visita à cidade, em 11 de fevereiro, o governante se reuniu com os familiares dos jovens, os quais exigiram a Calderón um pedido de desculpas público, depois de ser divulgada uma versão de que as mortes foram causadas por uma briga entre gangues ligadas ao narcotráfico.

 

Nesta terça, Calderón analisará os avanços no programa governamental destinado a reconstruir o tecido social da cidade e terá duas reuniões, uma delas pública.

 

A imprensa local também noticiou que o presidente poderia se reunir com o cônsul americano em Ciudad Juárez.

 

As organizações civis Assembleia da Resistência Popular em Ciudad Juárez e Frente Plural Cidadã convocaram a população a uma nova "Marcha pela Justiça" para repudiar a visita de Felipe Calderón.

 

500 pessoas morreram este ano em Ciudad Juárez em consequência da guerra entre cartéis que disputam a liderança do tráfico de drogas. Em 2009, 2.635 homicídios foram registrados na cidade.

 

A cidade de 1,3 milhões de habitantes viveu um fim de semana tenso, com mais de 20 homicídios sobre um total de 100 assassinatos registrados no México - mais que o dobro do habitual - durante o feriado prolongado pelo nascimento de Benito Juárez.

 

AJUDA

 

Washington prometeu nesta segunda apoiar o México em sua guerra contra os cartéis de droga, enquanto o FBI participa na investigação dos assassinatos dos dois americanos e um mexicano ligados ao consulado dos Estados Unidos em Ciudad Juárez.

 

"A tragédia deste fim de semana só reforça o severo e significativo perigo que isto representa para O México, para os Estados Unidos, para o hemisfério", disse o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, P.J. Crowley, em uma coletiva de imprensa.

 

O presidente Barack Obama expressou no domingo indignação pelos assassinatos, relacionados a um aumento da violência do narcotráfico na fronteira entre o México e os Estados Unidos, o que alarma Washington.

 

Crowley afirmou que o consulado americano em Ciudad Juárez permanecerá fechado nesta terça enquanto funcionários checam a segurança do local. O porta-voz também disse que o FBI mobilizou equipes para auxiliar as autoridades americanas que investigam o incidente.

 

Os EUA advertiram seus cidadãos sobre o risco de viajar ao México e autorizaram os funcionários dos consulados das cidades de Tijuana, Nogales, Ciudad Juárez, Nuevo Laredo, Monterrey e Matamoros a enviarem seus familiares aos Estados Unidos.

 

Notícia atualizada às 20h08 para acréscimo de informações

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