Arquivo/Reuters
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Câmara livra prefeito de Buenos Aires de comissão investigativa

Mauricio Macri está sendo processado por fazer escutas telefônicas ilegais

Efe,

20 de julho de 2010 | 21h54

BUENOS AIRES- A força conservadora que governa Buenos Aires impôs nesta terça-feira, 20, sua maioria na câmara legislativa da cidade para livrar o prefeito da capital, Mauricio Macri, de comparecer perante o corpo e ser investigado por uma comissão especial por um caso de espionagem no qual foi processado pela Justiça.

 

Na sessão especial de hoje a oposição não conseguiu os dois terços necessários para formar uma comissão especial investigadora, nem para convocar o prefeito para prestar esclarecimentos ou iniciar uma ação contra Macri pelo mau desempenho de suas funções.

 

Uma iniciativa para solicitar que Macri entre de licença até a resolução da causa judicial contra ele por supostas escutas telefônicas ilegais também não prosperou.

 

Perante o fracasso, a oposição tentará agora impulsionar uma sentença propícia à criação de uma comissão investigadora na próxima reunião da comissão legislativa de assuntos constitucionais.

 

Mauricio Macri, um dos líderes presidenciáveis da oposição de direita, foi processado por ter feito escutas telefônicas ilegais de políticos e empresários, pelos crimes de "violação de segredos, abuso de autoridade e falsificação de documentos públicos com associação criminosa".

 

O caso de espionagem veio à luz em outubro passado, quando foram reveladas supostas práticas de escutas ilegais feitas pelo ex-chefe da Polícia Metropolitana de Buenos Aires, Jorge "Fino" Palacios, a Sergio Burstein, parente de uma vítima do atentado terrorista contra a associação judia AMIA, que ocorreu em 1994.

 

Os investigadores encontraram informações sobre espionagem ilegal em computadores escondidos em uma agência de segurança controlada por Palácios.

 

O escândalo reavivou uma forte polêmica entre a prefeitura de Buenos Aires e a presidente Cristina Kirchner.

 

Macri havia pedido que o juiz federal responsável fosse afastado do caso por considerar que o funcionário atende aos interesses do governo federal.

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