Campanha contra Chávez reforça denúncia de vínculo entre ETA, Farc e Venezuela

Mais de 60 organizações internacionais pediram ajuda à investigação espanhola sobre ligação

Efe,

16 de junho de 2010 | 18h40

MIAMI- Mais de 60 organizações internacionais pediram nesta quarta-feira, 16, colaboração com a Audiência Nacional espanhola no processo pelo suposto vínculo do grupo separatista ETA (Pátria Basca e Liberdade) e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com o governo da Venezuela.

 

Estas organizações promovem uma campanha chamada "Julgar Chávez". A estratégia foi divulgada em Miami, em entrevista coletiva na qual participaram representantes de Cuba, Equador, Espanha, Honduras, Nicarágua e Venezuela.

 

O objetivo é encorajar os venezuelanos e outros latino-americanos a apresentarem provas e testemunhos sobre os supostos treinamentos da ETA e das Farc em território venezuelano.

 

"Nós, cidadãos, não podemos aceitar que o poder do Estado seja utilizado para favorecer organizações terroristas que causaram morte e dor em países amigos como a Colômbia e a Espanha", disse Williams Cárdenas Rubio, vice-presidente da Plataforma Democrática de Venezuelanos em Madri (PDVM).

 

A PDVM e a Frente Iberoamericana pela Liberdade, dois grupos oposicionistas ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, foram aceitas como acusação popular na ação administrada pelo juiz espanhol Eloy Velasco.

 

Isso permite que essas organizações apresentem testemunhas e provas que demonstrem "a suposta participação do governo venezuelano em atividades terroristas".

 

Chávez rejeitou em março a ordem do juiz espanhol e disse que os supostos membros do ETA que chegaram ao seu país em 1989 não participam "de nenhuma atividade terrorista".

 

Roger Castaño, presidente do bloco de apoio à unidade nicaraguense, solicitou que o presidente Daniel Ortega seja incluído "na lista dos acusados" pelos supostos vínculos com grupos terroristas.

 

Francisco Portillo, presidente do departamento hondurenho Francisco Morazán, expressou seu respaldo à iniciativa. "Não queremos o comunismo em Honduras, na América Central e muito menos na América do Sul". "Por isso, fazemos um chamado a todas as organizações para que se unam a este esforço, que é a única forma de conseguir a paz na região", afirmou.

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