Campanha de Chávez quer abolir o inglês na Venezuela

Presidente venezuelano afirma que tenta evitar dominação cultural dos Estados Unidos no país

Associated Press,

26 de fevereiro de 2008 | 11h45

O governo do presidente Hugo Chávez está promovendo uma batalha contra o "imperialismo" americano nos dicionários venezuelanos, pedindo para que companhias telefônicas estaduais evitem termos em inglês na linguagem técnica e de negócios. Com a campanha lançada da segunda-feira, 25, os funcionários deverão evitar o uso de palavras como "staff" (equipe), "marketing" (mercadologia) e "password" (senha).   Faixas e cartazes foram impressos pela empresa de telecomunicações estatal venezuelana CANTV incentivando os trabalhadores a adotarem a medida. "Diga em espanhol. Diga com orgulho". O Ministério de Comunicações e Informações afirmou em nota que os venezuelanos devem recuperar as palavras espanholas que "ameaçam os setores em que foi iniciada a batalha pela dominação cultural do nosso país".   Outras palavras em inglês também deverão ser substituídas, como o "mouse", usado em computadores, (que deverá ser chamado como rato), "meeting" (reunião) e "sponsor" (patrocinador) - todas usadas normalmente em países latino-americanos no idioma local.   O presidente esquerdista quer conter o que chama de imperialismo cultural americano em todas as frentes, financiando o cinema venezuelano como uma alternativa para a "ditadura de Hollywood" e forçando emissoras de rádios a tocarem mais músicas venezuelanas.   O inglês ainda é ensinado em escolas, assim como outras línguas. E o próprio Chávez às vezes arrisca algumas palavras no idioma durante os seus discursos, como quando cumprimenta o ex-presidente cubano Fidel Castro.

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