Camponeses aliados de Evo suspendem cerco a Santa Cruz

Pausa ocorre para que governo e oposição boliviana sigam dialogando; cidade estava cercada havia 13 dias

Efe,

23 de setembro de 2008 | 22h15

Os camponeses leais ao presidente da Bolívia, Evo Morales, iniciaram nesta terça-feira, 23, uma pausa no cerco contra a cidade de Santa Cruz, no leste do país, que mantinham há 13 dias para pressionar a oposição a assinar um acordo com o Executivo. O dirigente da Federação de Colonizadores da Bolívia, Fidel Surco, e seu colega dos sindicatos camponeses de Santa Cruz, Salustio Flores, disseram que a pausa ocorre para que as partes sigam dialogando sobre a crise boliviana. Veja também:Bolívia pode rachar, mas ninguém se beneficiaria, diz analistaBolívia tem histórico de golpes e crises  Entenda os protestos da oposição na Bolívia Imagens das manifestações   Atualmente, está em andamento uma negociação entre o governo Evo e os governadores regionais opositores de Santa Cruz, Tarija, Beni e Chuquisaca, que, após seis dias, não teve resultados, apesar do acompanhamento da comunidade internacional. Evo propôs aos governadores regionais respaldar que o Congresso aprove, antes de 15 de outubro, a convocação de um referendo que valide o projeto de uma nova Constituição, em troca de fazer reformas no capítulo sobre as autonomias, como reivindicam as regiões. O assunto voltará a ser discutido na quinta-feira entre Evo e os governadores na cidade de Cochabamba, onde ainda trabalham mesas técnicas que analisam o conflito constitucional e o referido à distribuição dos impostos pagos pelas petrolíferas.  Evo, que se encontra em Nova York na Assembléia das Nações Unidas, disse na segunda-feira que se os governadores regionais aceitassem sua proposta "voltariam a paz e tranqüilidade" a Santa Cruz, que na quarta-feira celebra sua festa regional. Sobre o bloqueio a Santa Cruz, Surco esclareceu que se trata de "um intermédio mobilizado" e que os movimentos sociais seguem "em emergência para resguardar e defender a democracia, a unidade e a integridade institucional do país." Além disso, qualificou como "um triunfo" que grupos opositores tenham desalojado várias entidades estaduais que mantinham tomadas desde a onda de violência provocada no país há duas semanas.

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