Câncer do presidente colombiano estava limitado à próstata

O tumor retirado do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, estava limitado à próstata, e a biopsia confirmou que não se estendeu a outras partes do corpo, disseram seus médicos nesta sexta-feira.

Reuters

05 de outubro de 2012 | 21h09

O diretor da Fundação Santa Fé, Adolfo Llinas, hospital de Bogotá onde Santos foi operado, disse que a recuperação é satisfatória e sem complicações, e que o presidente deve ter alta no sábado.

"Conforme todos os exames e as avaliações pré-cirúrgicas, o resultado definitivo de patologia já disponível demonstra que o tumor estava limitado à glândula prostática", disse o médico.

Santos, de 61 anos, economista formado nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, deve voltar no sábado à sua residência oficial, onde continuará despachando. Apesar da cirurgia, ele não se licenciou do cargo.

O urologista Felipe Gómez disse que o entorno da área afetada teve resultados negativos para a presença de células cancerígenas e que o prognóstico do presidente é excelente.

Ele disse que, após a alta, Santos "não estará incapacitado, mas sim estará limitado para se deslocar do ponto de vista de viagens que sejam prolongadas e esforços físicos, e isso permitirá sua completa recuperação rápida".

Desde o começo, os médicos descartaram a necessidade de submeter Santos a tratamentos complementares de quimioterapia e radioterapia.

Ao anunciar sua doença na segunda-feira, Santos se juntou a outros líderes da América Latina que receberam diagnósticos de câncer recentemente.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, enfrentou a doença se tratando em Cuba e sem revelar detalhes da enfermidade; a brasileira Dilma Rousseff passou por tratamento antes de ser eleita, em 2010; o paraguaio Fernando Lugo se submeteu a quimioterapia quando ainda estava no cargo; e Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou a doença quando já havia deixado a presidência no Brasil.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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