Mauricio Dueñas/Efe
Mauricio Dueñas/Efe

Candidato à presidência na Colômbia é ameaçado de morte no Facebook

Antanas Mockus, do Partido Verde, reforçou segurança após receber recado na rede social

Reuters

06 Maio 2010 | 13h18

BOGOTÁ - O candidato colombiano à presidência pelo Partido Verde, Antanas Mockus, recebeu na quarta-feira, 5, uma ameaça de morte através da rede social Facebook, que obrigou a polícia a reforçar sua segurança.

Um grupo chamado "Me comprometo a matar Antanas Mockus antes do dia 30 de maio" apareceu no Facebook e foi desativado da rede horas depois.

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, reprovou as ameaças feitas a Mockus, que está à frente do candidato governista, Juan Manuel Santos, nas pesquisas. "Meu Deus! Se é assim, devem ser presos. Todos os candidatos, todos os dirigentes da política, independente de suas orientações, têm tido do governo toda a proteção. E isso se manterá até o último governo", disse o presidente Álvaro Uribe a jornalistas.

Mockus, que lidera as pesquisas de intenções de voto, conseguiu uma vertiginoso reviravolta nas pesquisas nas últimas semanas, impulsionado pela campanha virtual através do Facebook e do Twitter. Uribe sustentou que as ferramentas tecnológicas devem ser utilizadas para o entendimento e a prosperidade e não estar a serviço do crime nem do ódio.

O diretor da Polícia Nacional, o general Oscar Naranjo, disse que o sistema de segurança de Mockus e dos demais candidatos à presidência foi reforçado com mais homens e 16 veículos blindados para sua disposição.

Naranjo revelou que a candidata do Partido Conservador, Noemí Sanín, também recebeu uma ameaça de morte através de uma manifestação que chegou à sede de sua campanha, mas assegurou que não foi de responsabilidade dos esquerdistas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

 

'Melhor que Chávez'

 

Apesar das ameaças, Mockus não deixou de fazer campanha para as eleições do próximo dia 30. O candidato do Partivo Verde disse que seu governo será "melhor que o de Hugo Chávez, na Venezuela," e que seus "bons resultados deterão qualquer 'exportação de ideologia'".

 

"Espero que os resultados que obtivermos em quatro anos na Colômbia sejam tão contundentes que o modelo colombiano se mostre melhor", disse Mockus ao ser questionado sobre como seria sua relação com Chávez. "É muito importante que as ideologias que existem no mundo disputem espaço, mas sem utilizar mecanismos de pressão", completou Mockus.

 

Chávez, na cúpula da União das Nações Sul-americanas (Unasul), na Argentina, se disse disposto a "virar a página" das relações com a Colômbia quando o próximo governo assumir. "Não devemos alimentar entre nós este conflito, pelo contrário, vamos discutir nossas diferenças", estimou o venezuelano.

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