David Fernandez/Efe
David Fernandez/Efe

Candidato de Uribe à presidência da Colômbia é 'perigo à paz', diz Chávez

Presidente negou interferir nas eleições colombianas e chamou campanha de Santos de 'disfarce'

30 de abril de 2010 | 21h56

Efe

 

BARINAS- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, reiterou nesta sexta-feira, 30, que o candidato presidencial colombiano Juan Manuel Santos é "um perigo para a paz do continente" e afirmou que, se Santos ganhar as eleições, não o receberá como presidente em Caracas.

 

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Chávez reiterou sua posição ao comentar uma notícia originada nos Estados Unidos segundo a qual, disse, funcionários desse país o acusam de interferir nas eleições presidenciais da Colômbia.

 

O líder venezuelano fez os comentários na presença de seu colega boliviano, Evo Morales, durante a assinatura de acordos bilaterais na cidade de Barinas, 530 km a oeste de Caracas.

 

"Me acusam de interferir nas eleições da Colômbia, mas deveriam dizer de que modo, porque o que fiz foi refletir sobre alguns candidatos que decidiram me incorporar à campanha, me utilizar para seu benefício. Tenho direito a me calar ou não me calar", disse Chávez.

 

O governante se referiu especialmente ao ex-ministro de Defesa e candidato pelo Partido do U, do atual presidente Álvaro Uribe, e reafirmou que se ele chegasse a ser o próximo presidente colombiano, as relações com esse país não melhorariam.

 

"Se Santos for presidente da Colômbia eu não o receberei aqui e será sumamente difícil, quase impossível, que com uma pessoa como ele levantemos as relações, porque se converterá em uma ameaça maior ao continente do que o atual governo", opinou Chávez.

 

O presidente venezuelano disse que o discurso eleitoral de Santos é um "disfarce" com o qual ele espera ganhar votos. "Se disfarçou de ovelha e disse que viria a Caracas e me daria as mãos. Está buscando votos com esse discursinho de paz. Por isso digo a verdade ante o intento de manipulação de Santos", acrescentou o governante.

 

Chávez considerou que, em todo o caso, é o povo colombiano que tem a decisão de quem será seu próximo presidente. "Eu não tenho candidato. O povo colombiano saberá a quem eleger. Tomara que esse povo pense bem", disse, e qualificou de "infâmias" as acusações sobre sua interferência na campanha eleitoral.

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