Candidato liga mala com dólares a pagamento de políticos

Em entrevista para jornal chileno, Roberto Lavagna critica relação estreita entre Argentina e Venezuela

Efe,

17 de agosto de 2007 | 13h39

O candidato presidencial argentino Roberto Lavagna sustentou que os US$ 800 mil com os quais um cidadão venezuelano tentou entrar ilegalmente na Argentina "provavelmente" eram ligados a "financiamento político".   Veja Também PDVSA demite executivo envolvido no escândalo   Em entrevista publicada nesta sexta-feira, 17, pelo jornal chileno El Mercurio, Lavagna disse que o dinheiro com o qual o empresário venezuelano Guido Antonini queria entrar na Argentina sem tê-lo declarado, "provavelmente" esteja relacionado com "financiamento político que vem da Venezuela para a Argentina".   Em relação à mala repleta com dólares com a qual o empresário foi surpreendido no dia 4 de agosto, na véspera da visita a Buenos Aires do presidente Hugo Chávez, Lavagna assegurou que o fato "reforça a hipótese" de que a Venezuela financia atividades políticas na Argentina. O ex-ministro da Economia - o candidato de oposição com maior apoio para as eleições de outubro - esteve algumas horas no Chile nesta quinta-feira para se reunir com dirigentes do bloco Concertación por la Democracia, coalizão de centro-esquerda que governa o país desde 1990. O candidato argentino da coalizão Uma Nação Avançada (UNA) se reuniu com o ex-presidente Ricardo Lagos e com a presidente da Democracia Cristã, a senadora Soledad Alvear, com que trocou opiniões e experiências políticas. Em suas declarações ao jornal, Lavagna criticou a estreita relação do governo da Venezuela com o da Argentina e acusou o governo de Néstor Kirchner de controlar as pesquisas. "O governo de Chávez ganhou uma influência muito preocupante. Chávez fez com o apoio do governo três grandes atos políticos na Argentina, o que ele não faz em outros países, nem permite que seja feito no seu", disse Lavagna. "Isto criou problemas internos, e há, além disso, uma dependência crescente em relação à Venezuela", acrescentou. A Argentina "tem relações que vão além do formal com a Espanha e Venezuela e tomamos distância de nossas relações naturais com Mercosul e Chile", destacou.  

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