Candidatos acalmam os ânimos às vésperas de eleição no Paraguai

Os principais candidatos à Presidênciado Paraguai tentavam amenizar os ânimos acirrados por umaintensa campanha, dois dias antes das eleições que podem tirardo poder o último superpartido da América Latina. Pouco mais de 2,8 milhões de eleitores estão aptos a votarno domingo no país de 5,6 milhões de habitantes, com uma dasmenores economias da América do Sul e com uma péssima reputaçãoem temas como corrupção, contrabando e falsificação. Segundo as mais recentes pesquisas, as eleições podemacabar com o mandato do Partido Colorado, que entre a ditadurado general Alfredo Stroessner e seus sucessores democráticosacumula 61 anos no poder. Em primeiro lugar nas intenções de voto para presidente,aparece o ex-bispo católico Fernando Lugo, 56 anos, que tementre 31 e 39 por cento da preferência do eleitorado, cincopontos acima de sua adversária mais próxima. "Para muitos, mudar o signo político no Paraguai depois deuns 60 anos é algo quase apocalíptico", disse o ex-bispo elíder da coalizão de centro-esquerda Aliança Patriótica em umacoletiva com a imprensa estrangeira. "Nós, contudo, desde a aliança, queremos afirmar estagenuína transição que está acontecendo. E o faremos de portasabertas, o faremos com transparência, o faremos com um processopacífico, de diálogo, sereno e maduro." A maioria das pesquisas coincide em apontar a ex-ministraBlanca Ovelar, do Partido Colorado, em segundo lugar, com entre26 e 34 por cento das intenções de voto. Em terceiro lugar, aparece o general da reserva LinoOviedo, do direitista Unace, com entre 21 e 28 por cento daspreferências. O militar colocou como eixo de sua campanha umamaior aproximação com Argentina e Brasil. As eleições se definirão em turno único, por maioriasimples. Estão em jogo a presidência e a vice-presidência, 45cadeiras no Senado e 80 de deputados nacionais, além de 17governadores e dezenas de legislaturas locais. (Com reportagem adicional de Antonio de la Jara e MarielCristaldo)

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