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Candidatos de Chávez devem perder em 8 Estados, diz pesquisa

Líder venezuelano ameaçou prender opositores que não reconhecerem derrota nas eleições regionais do dia 23

Efe e Reuters,

10 de novembro de 2008 | 16h45

Os candidatos apoiados pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, devem sofrer derrotas em oito dos 14 Estados em que o instituto Interlace realizou pesquisas, informou nesta segunda-feira, 10, o diretor da empresa, Oscar Schemel. Um total de 22 Estados elegerão governadores em 23 de novembro. Veja também:Chávez lança campanha para combater 'perseguição da mídia' Nos Estados de Bolívar, Carabobo, Guárico, Nueva Esparta, Sucre, Táchira, Yaracuy e Zulia "é clara" a preferência eleitoral pelos opositores a Chávez, acrescentou Shemel à emissora Globovisión, sem revelar os números da pesquisa. No entanto, em Aragua, Falcón, Mérida, Miranda, Lara e Vargas os chavistas - que em 2004 ganharam em 20 dos 22 Estados e na maioria das prefeituras - estão à frente. Schemel, que destacou que seus estudos são feitos a pedido de empresas privadas e não por partidos políticos, não informou sobre as inteções de votos no Estados de Anzoátegui, Apure, Barinas, Cojedes, Delta Amacuro, Monagas, Portuguesa e Trujillo, nem para Prefeitura Maior de Caracas. A poucas semanas das eleições, Chávez ameaçou colocar tanques nas ruas e prender adversários que não reconheçam eventuais derrotas. "Se vocês permitirem que a oligarquia regresse ao governo, vou acabar tendo de pegar os tanques da brigada blindada para defender o governo revolucionário e para defender o povo", disse o presidente em comício na noite de sábado no Estado de Carabobo. "Pátria ou morte, é o lema!", bradou Chávez, depois de admitir que seu candidato não lidera as pesquisas neste Estado, um dos mais populosos do país petroleiro. Chávez também ameaçou prender alguns políticos adversários por corrupção ou caso não respeitem os resultados da votação de 23 de novembro. O presidente ainda afirmou que vai reduzir os recursos para as regiões governadas por "anti-revolucionários." "O atual governador mafioso e traidor não vai entregar o governo. Se for assim, (o governador) Ramón Martínez não só vai perder o governo, mas também vai terminar na prisão. Ele verá, vamos te impedir traidor asqueroso", afirmou no domingo o presidente, num evento no Estado de Sucre, no nordeste do país.  Chávez costuma usar esse tipo de "ameaças eleitorais" para polarizar a disputa e mobilizar seus seguidores no dia da votação, fator crucial em eleições regionais habitualmente marcadas por elevados índices de abstenção, segundo analistas.  Estas eleições são importantes para Chávez, já que do resultado das urnas dependerá sua margem de manobra para acelerar sua "revolução socialista", e também servirá como termômetro para a possibilidade de modificar a Constituição de modo a permitir um novo mandato para o presidente em 2013.  O chavismo ainda se ressente da derrota na reforma constitucional do ano passado, quando a população rejeitou por estreita margem a concessão de mais poderes ao presidente no país com 28 milhões de habitantes.

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