Candidatos encerram campanha no Chile de olho nas urnas

Mesmo com a proximidade da eleição, que deve ter um segundo turno, clima está morno nas ruas de Santiago

10 de dezembro de 2009 | 21h51

Os candidatos presidenciais chilenos lançaram nesta quinta-feira, 10, suas últimas cartas para tentar ganhar votos na equilibrada eleição de domingo, 13.    

 

Veja também:  

O perfil de cada candidato:

link Sebastián Piñera, o 'Berlusconi chileno', é o favorito para recolocar direita no poder

link Enriquez-Ominami, a promessa de renovação na política chilena

link Eduardo Frei tenta mudar imagem para manter coalizão no poder

 

Favorito segundo as pesquisas, o milionário de direita Sebastián Piñera ocupou desde a manhã a principal via de Santiago, interrompendo a passagem da multidão, mais interessada no campeonato local de futebol e nas compras de Natal.

 

Piñera deve ficar com grande parte dos votos no domingo, mas não o número necessário para evitar um segundo turno em 17 de janeiro contra o candidato do governo, o ex-presidente Eduardo Frei, que aparece em segundo lugar nas intenções de voto.

 

"Acho que (as campanhas) estão mornas no nível cidadão. Porque nada muito importante vai mudar na vida das pessoas. O que vejo é que a classe política está um pouco mais nervosa", disse o advogado e jornalista Héctor Soto.

 

Se o empresário ganhar a eleição, porá fim a duas décadas de governos de centro-esquerda da coalizão Concertación. Piñera daria à direita sua primeira vitória eleitoral em meio século.

 

Mas a perspectiva de uma mudança na condução do país não conseguiu esquentar uma campanha que deve ir fatalmente ao segundo turno.

 

"É inacreditável, estamos a quatro dias da eleição e parece que faltam dois meses", disse Soto.

 

Em um distante terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, o independente Marco Enríquez-Ominami planeja nesta quinta-feira, o último dia de campanha, participar de um ato com vítimas de violações dos direitos humanos durante a ditadura chilena.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.