Candidatos mexicanos prometem respeitar resultado eleitoral

Os candidatos presidenciais mexicanos firmarão um pacto no qual se comprometem a aceitar os resultados da eleição de domingo, em meio a temores de que o esquerdista Andrés Manuel López Obrador poderia não admitir sua provável derrota e comandar protestos, como fez em 2006.

Reuters

29 de junho de 2012 | 00h03

López Obrador recentemente acusou seus rivais de tramarem uma fraude eleitoral, mas há a expectativa de que ele assine o documento.

O veterano ex-prefeito da Cidade do México aparece em segundo lugar nas pesquisas eleitorais, mais de dez pontos atrás de Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI, centrista e de oposição).

A candidata governista Josefina Vázquez Mota vem na terceira colocação.

Mas López Obrador diz ter pesquisas próprias que apontam sua liderança, e suas denúncias evocam a situação de seis anos atrás, quando ele declarou-se vencedor no pleito, ignorando os resultados oficiais que deram a vitória a Felipe Calderón, do conservador Partido Ação Nacional.

Na época, ele comandou protestos com grande adesão, bloqueando durante várias semanas vias importantes da capital mexicana.

Desta vez, no entanto, López Obrador declarou que não pensa em um conflito pós-eleitoral, e que a possibilidade de fraudes é remota, por causa da fiscalização dos três partidos participantes.

O pacto de respeito aos resultados oficiais foi articulado pelo Conselho Coordenador Empresarial (CCE), com a qual López Obrador teve atritos durante a campanha anterior.

"Trata-se de uma declaração na qual os candidatos se comprometem a respeitar a legalidade no processo eleitoral (...) e acatar os resultados que a autoridade eleitoral apresentar", disse o conselheiro eleitoral Marco Antonio Baños.

(Reportagem de Miguel Angel Gutiérrez e Lizbeth Díaz)

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