Candidatos moderam discurso em busca de apoio político no Peru

Segundo turno entre Keiko Fujimori e Ollanta Humala está marcado para o dia 5 de junho

Reuters

14 de abril de 2011 | 19h41

Humala e Keiko querem apoio de candidatos derrotados.

 

LIMA - Os dois candidatos ainda na disputa pela presidência do Peru moderaram na quinta-feira, 14, seus discursos em busca do apoio de seus rivais derrotados. Ollanta Humala, de esquerda, e a deputada de direita Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, concorrem à presidência, que será definida no dia 5 de junho

Investidores temem que Humala, apesar de ter suavizado sua retórica radical, reverta as reformas econômicas dos últimos anos. Já Keiko é associada por muitos eleitores ao pai dela, que está preso por causa de crimes de corrupção e violação dos direitos humanos.

O ex-primeiro-ministro Pedro Pablo Kuczynski, terceiro colocado no primeiro turno, criticou duramente os dois candidatos, com os quais se reunia na quinta-feira. Kuczynski e o ex-presidente Alejandro Toledo, o quarto colocado, apresentaram uma série de condições para oferecer seu apoio.

Ambos querem que Humala se comprometa a manter uma economia de mercado baseada na iniciativa privada, e a não alterar a Constituição para poder disputar um segundo mandato. A Keiko, eles pedem que respeite os direitos humanos em um país ainda assombrado por uma guerra civil que matou quase 70 mil pessoas nas décadas de 80 e 90. "Ainda estamos totalmente neutros e objetivos", disse Kuczynski a jornalistas entre as reuniões com Keiko e Humala.

Keiko, embora mais aberta que seu rival aos investimentos estrangeiros e ao livre comércio, tem em comum com Humala a intenção de sobretaxar mineradoras para financiar programas sociais.

Humala obteve 31,8% dos votos no último domingo, recebendo principalmente o apoio de eleitores pobres, que se sentem marginalizados na atual onda de prosperidade econômica. Derrotado por estreita margem na eleição de 2006, o ex-militar agora moderou sua retórica e promete respeitar a autonomia do Banco Central e os acordos de livre-comércio em vigor.

Keiko Fujimori ficou com 23,5% dos votos no primeiro turno, à frente de Kuczynski (18,5%), de Toledo (15,6%) e do ex-prefeito de Lima Luis Castañeda (9,8%). Os resultados se referem à apuração de 97% dos votos. Analistas dizem que a fragilidade dos partidos peruanos impediu que algum dos três candidatos centristas derrotados canalizasse o sentimento do eleitorado.

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