Candidatos reconhecem vitória de Cristina na Argentina

Elisa criticou Kirchner por se proclamar vencedora; outros candidatos reconhecem vitória da primeira-dama

29 de outubro de 2007 | 01h02

Os outros candidatos argentinos reconheceram a vitória da senadora e primeira-dama Cristina Fernández de Kirchner nas eleições deste domingo, 28. Com 63,54% das urnas apuradas, a candidata da 'Alianza Frente para la Victoria' tem 43,8% dos votos.   Veja também: Partidários de Cristina já festejam vitória Argentinos votam para consagrar Kirchners Cristina: 'Não sou Hillary nem Evita' Kirchner seduz interior empobrecido   A última a reconhecer a derrota foi a segunda colocada, a líder de centro-esquerda Elisa Carrió. Ela parabenizou a primeira-dama.   "Apurados 45% das mesas eleitorais e 33% dos votos do país, a tendência confirma como presidente Cristina Fernández, e reconhecemos sua vitória. Damos felicitações", afirmou Elisa, candidata da Coalizão Cívica.   Inicialmente, Elisa se negou a reconhecer a vitória. Ela considerou "pouco sério" que Cristina se proclamasse ganhadora do pleito quando só haviam sido apurados pouco mais de 11% dos votos.   "Nenhum país civilizado pode, sem ter apurado pelo menos 60% dos sufrágios, proclamar um presidente" como fez a candidata da governista Frente para a Vitória, destacou Elisa em suas primeiras declarações após o pleito.   O ex-ministro de Economia de Néstor Kirchner, Roberto Lavagna, reconheceu a derrota e se disse satisfeito com a tarefa realizada, segundo o site do jornal La Nación. "Não há pior batalha do que a que não acontece. Batalhamos com convicção e coragem e temos as mãos limpas", disse o candidato da Una Nación Avanzada (UNA).   Lavagna agradeceu ao seu candidato a vice, o radical Gerardo Morales, que estava ao lado dele durante o discurso. Ele se comprometeu a seguir trabalhando em torno de seus ideais.   Outros candidatos também reconheceram a vitória da senadora e primeira-dama argentina e aproveitaram para criticar o governo.   Segundo Ricardo López Murphy, candidato a presidente e deputado pelo Recrear, o processo eleitoral não aconteceu dentro da legalidade e pluralismo. "Houve abusos e excessos de poder na campanha com o uso de recursos públicos como se fossem um bem do casal governante", disse Murphy, segundo o La Nación.   Já Jorge Sobisch, candidato pelo Movimiento Provincias Unidas (MPU) e governador de Neuquén, reconheceu a ampla vitória de Cristina e disse que deve ficar no quarto ou quinto lugar. "Podemos coincidir ou não ideologicamente com o resultado, mas Asis e eu reconhecemos a vontade soberana que foi expressada. As pessoas não nos acompanharam, mas isso não é motivo para desacreditarmos nas bocas de urna".   De acordo com os últimos dados oficiais da contagem provisória, e com 63,54% das mesas apuradas, Cristina vence o pleito presidencial com 43,8% dos votos, seguida por Elisa, que possui 22,4%.   Tais parciais dão a vitória em primeiro turno a Cristina, primeira-dama, senadora e candidata da Frente para a Vitória para a Presidência.   A legislação argentina prevê que para que um candidato ganhe as eleições em primeiro turno deve obter 45% dos votos ou ter 40% mais dez pontos percentuais de diferença sobre o segundo colocado.

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