Canibal mexicano é suspeito de matar prostituta e ex-namorada

Além dos crimes, escritor é acusado de comer carne de parceira, encontrada esquartejada em seu apartamento

18 de outubro de 2007 | 16h31

A polícia mexicana investiga dois crimes na Cidade do México que podem ter sido cometidos pelo escritor de romances de terror José Luis Calva Zepeda, o primeiro canibal de que se tem registro na cidade. Ele foi preso na semana passada pelo assassinato da namorada Alejandra Galeana, de 30 anos. No apartamento dele, foram encontrados o corpo mutilado de Alejandra e pedaços de carne frita numa frigideira e num prato. Nesta semana, peritos confirmaram que se tratava de carne humana. Zepeda admitiu o homicídio, mas nega ter cometido canibalismo. Apesar disso, o promotor geral do Departamento de Homicídios do Distrito Federal, Gustavo Salas, disse que os indícios de que ele havia consumido a carne eram "evidentes". "Ele apresenta um padrão criminoso múltiplo com padrões de delinqüente homicida", acrescenta. Os dois outros assassinatos de que Zepeda é suspeito são o de Verónica Consuelo Martínez, sua ex-namorada, e o de uma prostituta que foi vista em seu apartamento por uma testemunha. Ambas foram encontradas esquartejadas, como Alejandra. De acordo com a promotoria, nenhuma das três vítimas foi violentada antes de serem mortas. Zepeda se feriu ao tentar escapar da prisão, e ainda está internado. Segundo o relatório policial, ele sofria de alcoolismo crônico e era viciado em cocaína, além de ter antecedentes por abuso sexual e roubo. Um de seus escritos encontrados no apartamento chama-se Instintos canibais, e fala de antropofagia, sexo, sadomasoquismo e coprofagia (prática de ingestão de fezes). Como não há precedentes de antropofagia na Cidade do México, o promotor Salas acredita que a pena máxima de 50 anos pode ser aplicada a este caso.

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