Capelão da polícia é afastado na Argentina após criar 'Polícia Infantil'

Sacerdote doutrinava crianças de 9 a 14 anos como policiais com marchas e exercícios físicos

AP,

22 de setembro de 2010 | 18h20

BUENOS AIRES- Um capelão da polícia da província de Chubut foi removido de seu cargo nesta quarta-feira, 22, por formar um "corpo policial" de crianças, o qual doutrinava com marchas e exercícios físicos para despertar a vocação policial neles.

 

Héctor Miguel Castro, ministro de governo de Chubut, 1.460 quilômetros ao sul de Buenos Aires, resolveu demitir hoje o padre Adrián Alberto Mari, capelão da polícia na localidade de Esquel.

 

Segundo a administração local, o sacerdote "não contava com nenhum aval de nenhum organismo oficial para realizar este doutrinamento policial em menores, pelo que foi tomada essa decisão, e além disso há uma investigação em andamento".

 

Mari doutrinava crianças de entre 9 e 14 anos todos os sábados na associação de oficiais de Esquel. Em vídeos e fotos publicados na rede social Facebook pelos membros do grupo Si Por Polícia Infantil Em Esquel, as crianças marcham seguindo as indicações do religioso.

 

"Nasce o projeto da polícia infantil (...) para transmiti-los a vocação policial a nossas crianças", afirma Mari em um dos vídeos. "Vão aprendendo o que é ser polícia".

 

Após a notícia da demissão do sacerdote, seus seguidores o enviaram mensagens de apoio pelo Facebook: "padre, muita força, a comunicada da polícia infantil te apoia e te espera". Os simpatizantes também convocaram uma manifestação de apoio.

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