Gustavo Amador/Efe
Gustavo Amador/Efe

Capital hondurenha amanhece calma após toque de recolher

Mesmo com pequeno protesto em frente à Casa Presidencial, movimento é normal em Tegucigalpa

Efe,

29 de junho de 2009 | 12h42

A capital de Honduras, Tegucigalpa, amanheceu nesta segunda-feira, 29, com relativa tranquilidade após o toque de recolher que durou até as 6 horas (9 horas no horário de Brasília), embora um grupo de seguidores do presidente deposto Manuel Zelaya tenha permanecido na frente da sede do governo.

 

"Passamos a noite aqui, um grupo não tão grande como o que esteve durante o dia, mas o suficiente para que o exército não invadisse o prédio", disse uma fonte do Comitê de Defesa dos Direitos Humanos em Honduras (CODEH).

 

A área da Casa Presidencial está ocupada por barricadas improvisadas, enquanto a presença do exército e da polícia em outros edifícios oficiais é reduzida se limita ao interior e às imediações.

 

Os manifestantes não foram desalojados da sede do governo durante o toque de recolher, que começou às 21 horas do domingo (0 hora do horário de Brasília), apesar de terem sido ouvidos alguns disparos, segundo os organizadores do protesto. As fontes disseram que os disparos não feriram ninguém, apesar de terem produzido danos a um edifício próximo à Casa Presidencial.

 

O trânsito de pessoas e veículos na primeira hora do dia era normal.

 

Zelaya foi detido e deposto do governo a força pelas Forças Armadas no domingo, dia em que estava prevista a realização de uma pesquisa sobre a necessidade de convocar um referendo para reformar a Constituição, o que lhe permitiria se candidatar novamente nas próximas eleições.

 

Depois da saída de Zelaya, condenada unanimemente pela comunidade internacional e pela Organização dos Estados Americanos (OEA), o presidente do Congresso, Roberto Micheletti, foi designado chefe de Estado pelo poder legislativo.

 

Para hoje, está convocada em todo o país um greve geral por parte dos setores sociais e sindicais em resposta à nomeação de Micheletti e em apoio à volta de Zelaya.

 

Como já fez pela noite, o presidente designado pelo Congresso solicitou ao povo hondurenho que compareça para trabalhar normalmente. "Hoje devemos garantir que todas as crianças vão à escola e que todos os jovens também vão à universidade", disse em declaração a uma emissora local.

 

"A todos os cidadãos, que voltem aos seus trabalhos, queremos hoje mais do que nunca sua produção, precisamos de seu conhecimento, sua força e suas capacidades para seguir adiante", completou Micheletti.

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