Capital sofre com saques; prisão desaba e detidos fogem

Relatos dos haitianos em Porto Príncipe apontam para caos e falta de segurança nas ruas da cidade

O Estado de S. Paulo,

14 de janeiro de 2010 | 13h02

Haitianos dizem "não acreditar no que viram". Foto: Gregory Bull/AP

 

PORTO PRÍNCIPE - Um grupo de haitianos misturado à multidão de desabrigados saqueou um supermercado no norte de Porto Príncipe na quarta-feira, segundo informaram repórteres internacionais presentes no Haiti.

 

Com as forças internacionais de paz concentradas nas buscas aos sobreviventes e uma força policial precária, o Haiti corre o risco de mergulhar agora em mais uma crise aguda na segurança pública enquanto tenta se recuperar do terremoto de magnitude 7 na escala Richter que atingiu o país na terça-feira.

 

Fontes da ONU disseram que o principal presídio do Haiti desabou com o tremor. Um número ainda desconhecido de detentos fugiu do local, enquanto outros devem estar soterrados.

 

A falta permanente de energia aumenta a insegurança. "Prédios inteiros desmoronaram, carros foram destruídos, as pessoas fugiram. Está tudo escuro, não há eletricidade e os telefones não funcionam, não temos nenhuma forma de comunicação", disse Pedro Perrell, de Porto Príncipe, em entrevista à emissora britânica BBC.

 

"Eu ainda não posso acreditar no que vi", disse Carel Pedre, apresentador de uma das rádios locais haitianas. "Havia pessoas chorando, outras sangrando e pedindo ajuda pelas ruas da capital. Quase todos os prédios desmoronaram".

 

Com informações das agências Reuters e AP

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