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Capriles dá ultimato para início de auditoria da eleição na Venezuela

Não vamos deixar que brinquem conosco, nem que nos enganem, diz opositor

O Estado de S. Paulo,

25 de abril de 2013 | 07h45

O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, deu  na noite de quarta-feira, 24, um ultimato ao órgão eleitoral do país para que inicie hoje a auditoria do resultado contestado da eleição presidencial. Ele voltou a acusar o chavista Nicolás Maduro de "roubar" a presidência.  "Esperamos até o dia de amanhã (quinta), não vamos esperar mais... não vamos deixar que brinquem conosco, que nos enganem", disse Capriles, sem dar detalhes de quais ações tomaria se não tiver resposta das autoridades eleitorais. "Querem me julgar? Aqui estamos, não temos medo de suas ameaças."

Mais cedo na quarta-feira, uma comissão parlamentar foi formada para investigar o governador do Estado de Miranda por supostamente incitar os protestos violentos que aconteceram após sua recusa em reconhecer o resultado oficial da votação, em que foi derrotado pelo herdeiro político de Hugo Chávez por menos de 2 pontos percentuais.

Em entrevista a canais críticos ao chavismo, Capriles criticou Ministério da Comunicação e o acusou de ter exibido em uma cadeia de rádio e televisão um vídeo oficial editando as declarações dele para relacioná-lo com os atos de violência. Enquanto o líder oposicionista falava, uma nova cadeia nacional foi organizada para exibir o vídeo novamente e interromper a sua entrevista.   O governo da Venezuela garante que o líder de oposição deve enfrentar a Justiça pelos distúrbios que deixaram um saldo de nove mortos e dezenas de feridos, classificando Capriles de "assassino", "fascistas" e "golpista".

"Ontem uma menina de 11 anos morreu, mais outro morto do fascismo que carrega o assassino Henrique Capriles Randoski, e que mais cedo do que tarde terá de pagar por esses crimes. Não é assim que na democracia se dirimem nossas diferenças", disse o deputado Pedro Carreño, presidente da comissão parlamentar que vai investigar o governador.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) se comprometeu na semana passada em realizar uma auditoria adicional à realizada depois de cada votação para dar confiança aos resultados, que segundo o órgão são exatos e irreversíveis. / REUTERS

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