Carcereiro confirma diferenças entre Betancourt e americanos

Segundo livro, política os acusou perante comandantes rebeldes de serem membros da CIA

Efe,

06 de março de 2009 | 03h30

O guerrilheiro conhecido como "Martín Sombra", preso há um ano e primeiro carcereiro da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, confirmou nesta quinta-feira que existiam "diferenças" entre a ex-refém e os três americanos também sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Em livro, ex-reféns acusam Ingrid de ''roubar comida'' "Martín Sombra", cujo verdadeiro nome é Helí Mejía Mendoza, disse ao canal de TV local "RCN" que teve que intervir várias vezes nas discussões entre os reféns. Algumas dessas brigas e acusações contra Betancourt são relatadas pelos americanos Keith Stansell, Marc Gonsalves e Thom Howes em um livro que publicaram recentemente sobre a experiência em cativeiro. Segundo os três, que dividiram acampamento de reféns com Betancourt e que foram libertados na mesma operação que em julho do ano passado deu liberdade também à franco-colombiana, a política os acusou perante comandantes rebeldes de serem membros da inteligência americana (CIA). "Precisei falar com eles, fazer com que Ingrid compreendesse que as coisas não eram assim e já com o tempo ficou tudo bem", relatou "Martín Sombra" na entrevista à TV, feita na prisão. Na época, segundo o guerrilheiro, Betancourt pediu a "Sombra" a mesma "atenção" que dava aos três norte-americanos. Segundo o rebelde, como os três americanos só falavam inglês, ele tinha que atendê-los, dar sabão, comida e outros itens de necessidade básica a eles, e isso despertou, aparentemente, "ciúmes" em Betancourt.

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