Cardeal venezuelano reitera críticas à reforma de Chávez

Para Urosa, reforma é 'discriminatória, solapa o pluralismo político' e pode violar liberdades civis

Efe,

12 de novembro de 2007 | 03h48

O cardeal venezuelano Jorge Urosa reiterou nesta segunda-feira, 12, que os bispos têm "sérias objeções" à reforma constitucional promovida pelo presidente do país, Hugo Chávez. Em entrevista à emissora de TV privada Globovisión, Urosa ratificou a postura que o episcopado anunciou em 9 de novembro em um documento, que recebeu críticas do governo.   Veja também: Durante discurso de premiê espanhol, rei Juan Carlos manda Chávez se calar   O prelado disse nesta segunda-feira, 12, que a reforma de Chávez é "discriminatória", solapa o "pluralismo político" e, se for aprovada, em plebiscito no dia 2 de dezembro, auxiliará na violação das liberdades civis, entre elas a religiosa.   Os bispos consideraram que a reforma contém aspectos "moralmente inaceitáveis", porque, em sua opinião, poderiam pôr em risco variáveis democráticas.   O arcebispo de Caracas considerou que essas críticas oficiais, que ele catalogou de "insultos e ofensas", foram desproporcionais.   Resposta   O ministro da Comunicação, William Lara, disse em Santiago do Chile que o documento era uma nova "arremetida da cúpula clerical contra o projeto e a democracia revolucionária".   Além disso, chamou os bispos de "mentirosos" ao sugerir em seu texto que os incidentes violentos registrados no país durante a semana passada poderiam vir de setores governistas.   No documento da sexta-feira passada, o episcopado pediu que sejam "evitados os enfrentamentos violentos" e solicitou "em particular aos poderes nacionais e aos dirigentes sociais, políticos e estudantis de qualquer simpatia, que se empenhem totalmente para agir com serenidade e espírito realmente democrático".

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