Carlos Menem não irá a julgamento na quinta, diz advogado

Ex-presidente argentino alega 'problemas de saúde'; audiência é sobre tráfico de armas durante seu governo

Efe,

15 de outubro de 2008 | 20h36

O advogado de Carlos Menem disse nesta quarta-feira, 15, que o ex-presidente argentino, por problemas de saúde, "não se apresentará" na quinta ao início do julgamento oral e público por tráfico de armas a Equador e Croácia durante seu governo. "Os médicos de Menem me disseram que o ex-presidente foi medicado e está em repouso absoluto. Tem um quadro de anemia e estresse depois das duas vezes em que deu entrada no hospital recentemente. Não está em condições de ir ao julgamento", disse Omar Daer.   Com esses argumentos, o advogado do ex-chefe de Estado (1989-1999) e atual senador apresentou um recurso judicial para que o Tribunal Federal no Penal Econômico o exima de estar presente na primeira audiência do julgamento por tráfico de armas entre 1991 e 1995.   O tribunal ainda não se pronunciou sobre a apresentação, embora fontes judiciais tenham dito que na quinta começará de todos os modos o primeiro processo oral e público realizado no país contra um ex-governante eleito democraticamente.   Outras fontes disseram que o pedido seria rejeitado pelo Tribunal Oral no Penal Econômico, que levará adiante as audiências. No entanto, Daer afirmou que, embora se rejeite o recurso, apresentado no último momento, Menem não irá à audiência do julgamento em que é acusado, junto a outras 17 pessoas, no que significou um dos maiores escândalos de seu governo.   "Não é um capricho nem uma rebeldia. Com isso, se atentaria contra a saúde de uma pessoa e o próprio código penal o contempla", frisou o advogado.  

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