Cartéis mexicanos de drogas intensificam ofensiva contra polícia

Um policial mexicano foiassassinado a tiros por supostos traficantes no sábado, em umacampanha contra polícia que se intensificou na última semana. Juan Antonio Román, o policial número 2 do municípiofronteiriço de Ciudad Juarez, foi baleado em frente à suaresidência pela manhã, quando descia de sua caminhonete, disseum porta-voz da polícia. Ele é o sexto policial assassinado no país nesta semana emuma ofensiva contra a campanha do presidente Felipe Calderóncontra os cartéis armados que traficam cocaína, maconha eanfetaminas para os Estados Unidos. Assassinos que seriam contratados pelo Cartel de Sinaloamataram Edgar Millan, um dos principais policiais federais dopaís, em sua casa, na quinta-feira. Cerca de 1.100 pessoas morreram neste ano em conflitosentre grupos rivais e contra a polícia. Calderón despachou25.000 oficiais e policiais federais para combater os gruposcriminosos. Calderón, um conservador, disse na sexta-feira que osmexicanos têm que recuperar o controle das ruas das mãos dosdistribuidores de drogas e criminosos armados. "Nós temos que nos unir para enfrentar esse mal. Nósmexicanos temos que definitivamente e categoricamente dizer'Chega!"', afirmou Calderón. Dezenas de homens de um cartel rival mataram o filho dohomem mais procurado do México, Joaquim "El Chapo" Guzmán, quecontrola o Cartel de Sinaloa, baseado no noroeste do país. Um porta-voz da Procuradoria Geral de Justiça confirmou queuma das três pessoas mortas na capital do Estado de Sinaloa eraEdgar Guzmán, filho do traficante. Cerca de 40 pessoas atiraram contra Guzmán quanto eledesceu de sua caminhonete blindada em um shopping center emCuliacan, na quinta-feira à noite, afirmou o jornal ElUniversal. O líder de Sinaloa, "El Chapo" Guzmán escapou de uma prisãode alta segurança em uma van de lavanderia em 2001 e mantém umaguerra contra outros cartéis. (Reportagem adicional de Chris Aspin)

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