Casal gay argentino espera reverter proibição para casamento

Um casal homossexual argentino e o prefeito de Buenos Aires prometeram nesta terça-feira apelar contra um decreto de última hora que bloqueou os planos do primeiro casamento de pessoas do mesmo sexo na América Latina.

LUIS ANDRES HENAO, REUTERS

01 de dezembro de 2009 | 16h02

Alex Freyre, de 39 anos, e José Maria Di Bello, de 41, conseguiram uma licença de casamento de um juiz municipal há duas semanas. O documento permitia que os dois homens se casassem na capital, apesar de uma política nacional que define o casamento como a união entre um homem e uma mulher.

Mas uma juíza federal ordenou na segunda-feira a suspensão da cerimônia, que estava planejada para terça-feira, dizendo que o juiz municipal não tinha competência para decretar a sentença.

"O casamento foi suspenso, mas estamos apelando para a Suprema Corte hoje para que saibamos que decreto judicial seguir", disse Ivan Pavlovsky, porta-voz do prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri.

A igreja católica romana da argentina criticou a decisão judicial de deixar os homens se casarem e pediu que as autoridades reconsiderassem.

Macri, que considera uma possível candidatura presidencial em 2011, resistiu às pressões para mudar a decisão da corte, argumentando que já é hora de o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo acontecer.

Freyre e Di Bello, ambos HIV positivos, planejavam se casar na terça-feira em homenagem ao Dia Mundial da Aids.

Maria Rachid, advogada do casal, disse à Reuters que o decreto impedindo o casamento era "ilegítimo".

"Vamos pedir a anulação da decisão da juíza para suspender o casamento e vamos processá-la por abuso de poder e por ir contra a lei", acrescentou Rachid.

Em 2002, a Argentina se tornou o primeiro país latino-americano a permitir uniões entre pessoas do mesmo sexo.

As uniões civis em Buenos Aires e em outras cidades argentinas garantem direitos maritais legais para casais do mesmo sexo, mas não outros direitos como o de adoção.

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