Arquivo/AE
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Celibato é uma prática imperfeita da Igreja, diz Fernando Lugo

Para paraguaio, pai de criança concebida durante seu bispado, castidade é uma opção de fé sujeita a falhas

Associated Press,

24 de maio de 2009 | 21h24

O presidente do Paraguai, o ex-bispo Fernando Lugo, que no mês passado admitiu ser pai de um menino concebido quando ainda era do clero disse neste domingo que os votos do celibato, impostos pela Igreja Católica a seus ministros, são imperfeitos.

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"O celibato é uma opção pessoal de fé requerida pela Igreja Católica, mas tudo que o homem faz é sujeito a falhas", disse Lugo em entrevista ao diário argentino Clarín. Outras duas mulheres dizem ter tido filhos com o líder paraguaio, que já se dispôs a fazer testes de DNA.

"Acredito que apenas Deus é infalível. Tudo que o homem faz esta sujeito a falhas. É o caso do celibato.", completou.

O presidente paraguaio ainda disse na entrevista que está se adaptando à paternidade. "É uma responsabilidade e uma experiência que me ensina muito", afirmou.

Lugo também descartou que o escândalo de paternidade possa ter danificado sua imagem entre paraguaios. " O fato do presidente reconhecer seu filho apesar de todo poder que tem é considerado por muitos um ato de bravura", argumentou.

 

O então bispo da província paraguaia de São Pedro renunciou em dezembro de 2006, mas só foi isentado das funções clericais pelo papa Bento XVI em julho do ano passado.

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