Cemex processará Venezuela em tribunal internacional

Na terça-feira, Hugo Chávez assumiu o controle das subsidiárias da empresa mexicana

Efe,

21 de agosto de 2008 | 02h52

A empresa mexicana de cimento Cemex disse nesta quinta-feira, 21, que vai entrar com um processo na Justiça internacional contra a nacionalização de seus bens por parte do governo da Venezuela.  A empresa indicou que o processo será apresentado no Centro Internacional para a Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (Ciadi) devido ao confisco de seus bens e à privação dos direitos de sua filial Cemex Venezuela, e "ao posterior início do procedimento de desapropriação". Na terça-feira passada, o governo de Hugo Chávez assumiu o controle das subsidiárias da Cemex, depois de não chegar a um acordo para a venda da maioria das ações da empresa. Chávez ordenou esse ano a nacionalização de toda a indústria de cimento no país, e abriu um período de negociações para a compra da Cemex, que produz 50% do cimento na Venezuela. A Cemex enviou nesta quarta-feira um comunicado à Bolsa Mexicana de Valores dizendo que a medida de Chávez é "uma violação flagrante à Constituição, à Lei de Desapropriação e a outras leis da Venezuela". Além disso, destacou que foram violados os "princípios do Direito Internacional". A companhia mexicana afirmou que sempre respeitou as decisões soberanas aplicadas em cada país onde opera, mas esclareceu que como empresa pública internacional é obrigada a defender os interesses de seus acionistas. A Cemex disse ainda que rejeitou a proposta de compensação de US$ 650 milhões oferecida por Governo da Venezuela no processo de nacionalização. A companhia mexicana disse que depois de analisar "com muito cuidado" este número, chegou à conclusão de que ele está muito longe do valor real da Cemex. Analistas assinalaram que a Cemex pretende receber por suas subsidiárias US$ 1,3 bilhão. A companhia disse também que sempre esteve aberta a uma negociação com o governo venezuelano e acrescentou que continuará com a intenção de chegar a uma solução aceitável para as duas partes.

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