Centenas de estudantes anti-chavistas são detidos na Venezuela

Guarda Nacional prende dezenas de ônibus que levavam manifestantes para protesto contra reformas

Efe,

23 de outubro de 2007 | 15h32

Dirigentes universitários denunciaram nesta terça-feira, 23, a detenção de vários ônibus com estudantes que viajavam para a marcha que acontece em Carcás contra as reformas constitucionais propostas pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez. Imagens dos protestos  O líder estudantil Marco Romero declarou para a emissora de televisão estatal VTV que a Guarda Nacional deteve "dezenas" de veículos em diferentes estradas do país. A emissora privada Globovisión assegurou que um general da Guarda, que se identificou somente por Rodríguez, argumentou que as prisões foram motivadas por denúncias de que os estudantes estariam levando bombar caseiras para a capital do país. José Caricote, do chamado Parlamento Estudantil, negou as acusações dos agentes da Guarda Nacional durante a concentração da marcha prevista para esta terça. Ele pediu ainda aos militares que se "respeite o direito de protesto, que se ocupem da delinqüência e parem de interromper a viagem dos estudantes que vem a Caracas para protestar pacificamente contra as reformas". Com faixas e cartazes contrários à Chávez, autor da proposta das mais de 70 reformas, a marcha começará de dentro de uma universidade e seguirá até a Assembléia Nacional, que fica no populoso centro de Caracas e onde grupos de estudantes também estão concentrados. A Assembléia Nacional reescreveu 33 dos 350 artigos da Constituição aprovada em 1999. A reforma constitucional em curso, proposta pelo presidente Hugo Chávez, tem sido duramente criticada pela oposição, que afirma que o presidente quer concentrar poder e se perpetuar no cargo. Um dos artigos acaba com o limite de apenas uma reeleição para o presidente, que pode se candidatar quantas vezes quiser. Para os outros cargos, o limite de uma reeleição continua. Entre outros pontos, o governo quer incluir na nova Constituição a redução da jornada de trabalho de 40 para 36 horas semanais. O novo texto, ainda em discussão, deve ser submetido a um referendo popular em dezembro.

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