Central de Inteligência da Colômbia nega espionagem na Venezuela

A Central de Inteligência da Colômbia negou na terça-feira que agentes do órgão de segurança tenham realizado trabalhos de espionagem na Venezuela para desestabilizar o governo do presidente Hugo Chávez, conforme denunciou o governo de Caracas.

REUTERS

28 de outubro de 2009 | 07h30

A acusação do governo venezuelano e a negação da Colômbia acontecem em meio a uma crise diplomática entre os dois países que também afetou o comércio bilateral de mais de 7 bilhões de dólares anuais.

"Não foi dada nenhuma instrução para funcionários da DAS agirem em território venezuelano. Assim como determina uma diretriz interna, os funcionários tem proibição expressa de irem ao território desse país, seja qual for o propósito", disse um comunicado do Departamento Administrativo de Segurança (DAS).

A Central de Inteligência colombiana lembrou que um de seus agentes está detido desde setembro, quando esteve na cidade venezuelano de Maracaibo atendendo a um convite de um funcionário do Serviço Administrativo de Identificação e Migração da Venezuela.

A Venezuela apresentou na segunda-feira uma nota diplomática de protesto à Colômbia por supostas atividades de espionagem por parte de agentes da DAS.

A crise entre Bogotá e Caracas se reativou depois que um grupo armado assassinou em território venezuelano 10 pessoas, incluindo oito colombianos, que formavam uma equipe de futebol amador.

Além disso, o ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, denunciou que a maioria dos voos do narcotráfico para os Estados Unidos e Europa saem da Venezuela, o que levou o presidente Hugo Chávez a chamá-lo de "retardado mental".

A nova crise nas relações diplomáticas surgiu com a oposição de Chávez à decisão do presidente colombiano, Álvaro Uribe, de autorizar o uso de sete bases militares em seu país por tropas norte-americanas.

Chávez acusa que a autorização da Colômbia aos EUA é mais um passo na intenção de Washington de invadir seu território e bloquear sua revolução bolivariana a favor dos mais pobres.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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