Cepal pede fim do 'círculo vicioso' da desigualdade entre regiões

Segundo o analista Jorge Máttar, no Brasil tem município nove vezes mais rico que o mais pobre, enquanto na Itália, existe cidade duas vezes mais rica que a mais pobre

Efe

28 de outubro de 2010 | 02h52

QUITO - O diretor do Instituto Latino-Americano e do Caribe de Planejamento Econômico e Social (Ilpes), Jorge Máttar, afirmou na quarta-feira, 27, que, para que a América Latina prospere, é necessário romper o "círculo vicioso" da desigualdade entre regiões.

"A cidade mais rica do Brasil é nove vezes mais rica que a mais pobre, enquanto na Itália a cidade mais rica é apenas duas vezes mais rica que a mais pobre", disse Máttar, quem, desde maio, dirige o Instituto, vinculado à Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Em entrevista, Máttar ressaltou que os governos têm de fazer políticas para um desenvolvimento mais igualitário entre regiões e evitar que haja uma "brecha" entre as "mais ricas e mais pobres", o que, com o tempo, prejudicará o "crescimento econômico" de todo o país.

"Se você vê o país como uma entidade que tem várias partes, se uma ou várias partes não se desenvolvem ao mesmo tempo, isso vai puxar para trás as que estão crescendo", disse o analista, que se encontra no Equador para coordenar um curso sobre Planejamento e Políticas Públicas.

Além disso, ele ressaltou que os investidores buscam as áreas com melhor infraestrutura para criar seus negócios, o que agrava ainda mais as diferenças.

"A América Latina necessita um investimento de 25% do PIB. O de agora é de 20%", recomendou Máttar, segundo quem isso influi nos números de desemprego.

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