Cerca de 150 participam de missa em homenagem à Zilda Arns

Marcada às pressas, cerimônia na Catedral da Sé dirigida porJulio Lancelotti não teve presença de autoridades

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

13 de janeiro de 2010 | 19h22

Cerca de 150 pessoas participaram no início da noite desta quarta-feira, 13, da missa realizada na Catedral da Sé, no centro de São Paulo, em homenagem à Zilda Arns e aos militares brasileiros mortos no terremoto que atingiu o Haiti.

 

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A cerimônia, que começou por volta das 18 horas, foi organizada pela Pastoral da Criança e pelo padre Julio Lancelotti. A maioria dos participantes é ligada à Pastoral da Criança e à Pastoral dos Idosos. Nenhuma autoridade compareceu à cerimônia, que foi marcada de última hora.

 

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O prefeito Gilberto Kassab e o governador José Serra não compareceram nem mandaram representantes. As únicas personalidades que participaram da missa foram Plínio de Arruda Sampaio, que era muito amigo de Zilda, o vereador Adriano Diogo (PT) e Luiz Borges D`Urso, presidente da OAB-SP. Flávio Arns e Dom Paulo Evaristo Arns, sobrinho e irmão de Zilda, não compareceram porque foram para o Haiti.

 

Durante a missa, os integrantes da pastoral expuseram um banner de Zilda no altar, fizeram oferendas com livros e materiais produzidos por ela e beijaram a foto. O padre que rezou a missa, Julio Lancelotti, lembrou que ela foi indicada três vezes ao Nobel da Paz e disse que "os formuladores de políticas públicas do Brasil aprenderam com ela.

 

Ele destacou que "Zilda era respeitada pela Unicef e por todos por produzir resultados de baixo para cima. Foi uma grande educadora popular. Estamos consternados." O padre ainda ressaltou que ela estava no Haiti na Conferência de Religiosos do Caribe, da qual ela era uma das coordenadoras. "Zilda para sempre viverá. Quem ama é imortal. Está viva no meio do seu povo", completou o padre.

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