Chanceler argentino condena incursão de militares bolivianos no país

Segundo Héctor Timerman, oficiais invadiram empresa, roubaram bens e agrediram funcionários

AP,

05 de novembro de 2010 | 19h44

BUENOS AIRES- O ministro de Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, classificou nesta sexta-feira, 5, como grave e inaceitável a incursão de um grupo de militares bolivianos em uma empresa florestal do norte do país. O chanceler pediu que o governo de Evo Morales "tome medidas" contra os oficiais que teriam agredido empregados e roubado maquinarias.

 

"É inaceitável, porque um coronel boliviano não pode entrar em território argentino e muito menos golpear pessoas", afirmou Timerman a Rádio 10. "Este é o último de uma grande lista de incidentes na fronteira", acrescentou.

 

A empresa florestal Volcán, localizada no departamento de San Martín, norte da Argentina, denunciou que 50 militares sob o comando de um coronel identificado como Willy Gareca entraram em suas instalações, roubaram bens e fugiram após agredir alguns empregados.

 

Sergio Mazzone, gerente da empresa, disse à mesma emissora de rádio que o coronel deu a desculpa de que ela está em território boliviano. "Eles dizem que nós estamos em território boliviano, mas os mapas e a cartografia dizem que isso é a Argentina. Já informamos todas as autoridades. Faz dois meses que isso acontece e ninguém faz nada".

 

Timerman explicou que na fronteira entre os dois países, há muita tensão entre os habitantes. Há um rio que quando cresce, tem gente que diz que a Argentina ganha território, e quando ele abaixa, os bolivianos dizem que ganham território".

 

O chanceler diz não ter feito nenhum protesto formal até agora porque está dando tempo para que "o governo boliviano tome medidas".

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