Chanceler da Venezuela se reúne com Lugo para expor tensão com a Colômbia

Paraguai não se posiciona sobre crise, mas se oferece para papel de mediador

estadão.com.br

27 de julho de 2010 | 12h41

ASSUNÇÃO - O ministro de Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, se reuniu nesta terça-feira, 27, com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, e seu chanceler, Héctor Lacognata, para colocar as autoridades paraguaias a par da crise que Caracas e Bogotá vivem há dias, informa a agência de notícias AFP.

 

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'trocamos opiniões sobre este tema em conversas francas e abertas. Agradeço ao povo guarani, ao povo paraguaio e ao presidente Lugo em nome do comandante Chávez", declarou maduro ao finalizar a entrevista coletiva.

 

Maduro, que chegou a Assunção na noite da segunda, explicou a Lugo a posição do governo de Chávez com relação ao conflito diplomático com a Colômbia e agradeceu sua predisposição a velar pela paz na região, informa um comunicado oficial.

 

O emissário de Chávez visitou o presidente Lula antes de viajar ao Paraguai e agora segue para Montevidéu, onde se encontrará com o presidente do Uruguai, José Mujica. "Queremos alertar o continente para ficarmos atentos ante qualquer ameaça de agressão. Rejeitamos as mentiras e as blasfêmias que dizem contra nossa pátria", disse o chanceler venezuelano, que deve ir para a Argentina ainda nesta terça

 

Lacognata, por sua vez, disse que entrou em contato por telefone com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, a quem reiterou sua predisposição a servir de mediador.

 

A crise entre os vizinhos sul-americanos foi desatada após as acusações de Bogotá sobre a existência de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território venezuelano. Autoridades colombianas apresentaram imagens como evidências e a Venezuela colocou as tropas da fronteira em alerta e cortou relações com a Colômbia.

 

Após passar por Uruguai e Argentina, Maduro ainda deve visitar o Chile e a Bolívia para terminar a viagem antes da reunião da Unasul, marcada para quinta-feira, em Quito, onde o assunto será discutido.

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