Chanceler das Farc diz que retomará negociações sobre acordo

Rodrigo Granda foi libertado pelo governo colombiano a pedido do presidente francês, Nicolas Sarkozy

Efe,

06 de novembro de 2007 | 01h17

O Chanceler das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Granda, libertado pelo governo colombiano, disse que após uma "decisão soberana" do grupo rebelde retomará "as tarefas em torno da troca humanitária". Granda assinou um texto intitulado "Meu retorno à montanha", publicado nesta segunda-feira, 5, em um site. Ele aparece em várias fotos, com roupas civis ou em traje de campanha, na companhia de outros chefes do grupo e guerrilheiros armados. Entre outros, ele aparece com o chefe rebelde Ivan Márquez. "Hoje, por decisão soberana das Farc, o Secretariado Nacional da Organização considera que devo retomar as tarefas que realizava em torno da troca humanitária", escreveu Granda. Ele defendeu "uma saída diferente da guerra imposta pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe". Granda, que foi libertado a pedido do presidente francês, Nicolas Sarkozy, lembra a forma como foi aprisionado na Venezuela. Ele insiste que a sua prisão foi na verdade um seqüestro. A nota de Granda e uma entrevista com ele estão no site Abp Noticias, que se apresenta como "Agência Bolivariana de Imprensa". Granda, que após recuperar sua liberdade viajou para Cuba, reafirmou que está disposto a mediar para conseguir um acordo humanitário entre as Farc e o governo colombiano. No entanto, insistiu em não abandonar a guerrilha, como exige o presidente Uribe. No fim de semana, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que membros da chefia das Farc estavam no seu país e que em breve se reuniria com eles para avançar na busca de uma troca humanitária na Colômbia. As Farc têm em seu poder centenas de reféns e negocia com o governo colombiano a libertação de 45 deles.

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