Chanceler do Equador pede que povo 'resgate' Correa

Presidente está em hospital e diz que militares tentam invadir seu quarto

Reuters

30 de setembro de 2010 | 15h26

QUITO - O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, pediu nesta quinta-feira, 30, que os simpatizantes do presidente Rafael Correa saiam às ruas para "resgatar" o mandatário, que está em um hospital na cidade de Quito e denunciou uma tentativa de golpe de Estado da oposição.

 

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"Vamos juntos resgatar o presidente, que está no hospital da Polícia (no norte da capital equatoriana)", disse o chanceler a partir do Palácio de Carondelet, sede da presidência, onde centenas de partidários de Correa se reuniam.

 

Correa denunciou também que os militares e policiais tentam invadir seu quarto no hospital, para onde foi após ser atingido na perna por uma bomba de gás lacrimogêneo atirada em meio aos protestos que foram deflagrados nesta quinta no país.

 

Militares e policiais tomaram o Congresso, o aeroporto de Quito e vários quartéis do país em protestos contra reformas pretendidas por Correa quando aos benefícios recebidos pelo efetivo das forças de segurança. Correa acusou a oposição de tentar derrubá-lo com um golpe de Estado.

 

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Correa propôs ao Congresso uma lei de austeridade para diminuir a burocracia estatal e cortar privilégios de alguns setores do funcionalismo. Deputados do próprio partido do presidente, a Aliança para o País, são contrários à reforma.

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