Chanceler venezuelano diz que governo não aceita chantagens

Governo não se diz intimidado com pressões internacionais por prisão de empresário

Efe

12 de junho de 2010 | 21h36

CARACAS - O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, disse neste sábado, 12, que seu país "não aceita chantagens" ao se referir a expressões de condenação internacional que recebeu a ordem de prisão contra o empresário do setor automobilístico e de televisão Guillermo Zuloaga.

 

Maduro anunciou que se comunicou com as titulares de algumas instâncias internacionais, que não identificou, a quem lhes destacou que o governo do presidente Hugo Chávez "não aceita chantagens".

 

"Foi ditada (contra Zuloaga) uma medida ajustada à Constituição e à Lei e ninguém, de lugar algum do mundo, pode vir tentar chantagear (e sustentar) que o Estado venezuelano não funciona, mas consultamos a determinados organismos ou governos do mundo para ver se é tomada uma decisão ou não", disse.

 

"Somos um Estado independente, felizmente, graças à revolução, ao comandante presidente Hugo Chávez e ao povo, e continuaremos defendendo a justiça, a independência e a transparência das instituições venezuelanas", acrescentou à emissora "VTV" da rede estatal de televisão.

 

O chefe da diplomacia venezuelana insistiu em que "nenhum organismo internacional, personalidade ou Governo deve se imiscuir nos assuntos internos venezuelanos, seja de suas instituições do Poder Judiciário, Legislativo, Eleitoral, Moral ou do Executivo, que tomam decisões autônomas em assuntos internos", insistiu.

 

Imediatamente após conhecer-se a ordem de apreensão ditada contra Zuloaga, e antes que a Promotoria esclarecesse que obedecia a um caso que ele enfrenta por suposta usura como dono de uma empresa de veículos e não como presidente da emissora "Globovisión", diretores da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) a atribuíram às opiniões críticas do Governo de Chávez que o empresário emitiu.

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