Chávez acredita em libertação ainda este ano

Segundo venezuelano países como os Estados Unidos apostam pelo fracasso de sua operação

30 de dezembro de 2007 | 01h42

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse neste sábado acreditar que a operação de resgate de três reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) termine antes do fim do ano, e afirmou que existem setores "dentro e fora da Colômbia que apostam no fracasso" da missão. "Estamos esperando, com expectativa, como meio mundo, que tudo termine, e com a esperança de que (isso aconteça) antes da meia-noite do dia 31", disse Chávez em entrevista por telefone à emissora estatal "Venezolana de Televisión" ("VTV"). O coordenador venezuelano da operação humanitária, o ex-ministro do Interior Ramón Rodríguez Chacín, assinalou hoje em Caracas que tudo está pronto para receber os reféns, e que só falta o grupo rebelde revelar o local exato onde eles serão libertados. "Temos fé de que isso acontecerá em um prazo muito curto", comentou o ex-ministro. As Farc devem libertar a ex-candidata à Vice-Presidência Clara Rojas, seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro, e a ex-parlamentar Consuelo González de Perdomo. Em sua entrevista à "VTV", Chávez reiterou sua esperança de que a operação terminará com a libertação dos três reféns. "Dentro e fora da Colômbia há os que apostam pelo fracasso da operação, como o Governo dos Estados Unidos, que há muito tempo tem todo um aparelho tecnológico (...) que busca a desestabilização e a guerra. Eles não querem a paz nem se importam com a vida de ninguém", disse o governante venezuelano. Chávez elogiou a Cruz Vermelha Internacional, que assumiu o controle da operação segundo porta-vozes venezuelanos, "pelo trabalho e a seriedade de seu compromisso" com a missão.

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