Chávez acusa CNN de incentivar o seu assassinato

Venezuelano diz que vai investigar transmissão em que sua foto foi identificada com a legenda "quem o matou?"

Reuters,

28 de novembro de 2007 | 11h38

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta quarta-feira, 28, que estuda a possibilidade de iniciar um processo judicial contra a rede de TV CNN, dos Estados Unidos, por incitação ao assassinato. Segundo Chávez, um vídeo divulgado pelo canal de notícias em que sua fotografia aparece com a legenda "quem o matou?" seria um incentivo ao magnicídio.  Veja também: Especial: Tensão na América do Sul  A denúncia de Chávez (programa de 1h, em espanhol) Nas imagens - que duram cerca de sete segundos - o rosto de Chávez aparece com uma legenda colocada por engano pela produção, por conta de uma confusão na transmissão em que uma notícia de Chávez foi identificada por outra, sobre a morte de uma estrela do futebol americano. O âncora pediu que a imagem fosse retirada do ar quando percebeu o engano. Chávez, porém, exigiu provas durante a transmissão em sua televisão estatal, afirmando que assistiu repetidamente ao vídeo com as imagens. Ele questionou porque uma fotografia que não tinha ligação com a notícia permaneceu tantos segundos no ar. O dirigente afirmou ainda que pedirá à Procuradoria Geral do país que estude a viabilidade jurídica de iniciar um processo. "Eu quero que a Procuradoria investigue a CNN por instigar o assassinato na Venezuela", disse Chávez, afirmando que o incidente faz parte de uma "guerra psicológica". O líder anti-EUA freqüentemente denuncia planos contra a sua vida sem dar mais detalhes das evidências.  O presidente venezuelano, um adversário dos EUA, afirmou que o vídeo corresponde a um plano geral de desestabilização que busca prejudicar, no país, a realização de um plebiscito sobre uma polêmica reforma constitucional defendida por Chávez.  Chávez criticou, em várias oportunidades, o canal de notícias norte-americano por considerar que a CNN segue as diretrizes da Casa Branca e tenta desacreditá-lo, conspirando contra a Venezuela. Segudo ele, a rede de TV seria de "extrema direita" e facista. No poder desde 1999, Chávez enfrenta no domingo uma de suas maiores batalhas. O povo venezuelano decidirá se aprova ou não as mudanças propostas na reforma da Constituição. Entre as modificações constitucionais que estão sendo propostas está o fim do limite no número de vezes que o presidente pode ser reeleito, a redução da jornada de trabalho de oito para seis horas diárias, o fim da autonomia do Banco Central, a proibição do latifúndio e outras.

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