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Ariana Cubillos/AP
Ariana Cubillos/AP

Chávez adverte Espanha a não prejudicar relações com Venezuela

Para presidente, país europeu que tem grandes operações na Venezuela sairia perdendo

Reuters,

15 de março de 2010 | 20h57

A Espanha sairia perdendo se as relações com a Venezuela fossem prejudicadas, advertiu o presidente Hugo Chávez nesta segunda-feira, 15, em meio a uma polêmica por um auto judicial espanhol que acusa seu governo de ter relações com o grupo armado basco ETA e a guerrilha colombiana das FARC. 

 

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Um auto do juiz Eloy Velasco afirma que existem indícios de que Caracas haveria ajudado o ETA e as FARC - ambos considerados grupos terroristas pelos Estados Unidos e União Europeia - a manter contatos para trocarem informações sobre o manuseio de explosivos e tentarem assassinar altos funcionários colombianos, entre eles o presidente Álvaro Uribe.

 

Chávez, que nega a colaboração com os dois grupos, reiterou que as acusações contidas no auto "são mentiras" e que só agiria se mostrassem provas, "não especulações e manipulações".

 

"Essa direita espanhola, essa imprensa da direita espanhola, está empenhada em prejudicar essas relações. Nós não queremos isso, se isso acontecesse (...) quem mais perderia seria a Espanha e seus investimentos na Venezuela, o gás, o petróleo", disse o presidente, após se reunir com seu par bielorusso, Alexander Lukashenko.

 

Grandes empresas espanholas, como a petroleira Repsol-YPF, a Telefonica e o banco BBVA, entre outras, mantêm importantes negócios na Venezuela, onde Chávez nacionalizou setores vitais da economia em sua jornada para converter o país petroleiro em um Estado socialista.

 

Madrid e Caracas reafirmaram seu compromisso de lutar contra o terrorismo em um recente comunicado conjunto, no qual ambos os governos deram por encerrada a polêmica aberta pela resolução judicial de Velasco.

 

O juiz espanhol deu na semana passada ordens de prisão contra vários membros do ETA e das FARC, que supostamente haviam treinado o manuseio de explosivos na selva venezuelana com a ajuda de funcionários governamentais do país.

 

AZNAR

 

Chávez também disse que "não entende" como o presidente espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, pode pôr em perigo as relações com a Venezuela ao defender José María Aznar, ex-presidente da Espanha.

 

O presidente venezuelano reiterou que "seria lamentável" que Zapatero arriscasse a relação da Espanha com a Venezuela por Aznar e acrescentou que ele nunca faria algo similar se alguém, por exemplo, acusasse o ex-presidente venezuelano Carlos Andrés Pérez de "genocida".

 

Segundo ele, se um ex-presidente não teve ou não tem um comportamento apropriado não há por que defendê-lo acima de qualquer outra consideração.

 

Notícia atualizada às 21h53 para acréscimo de informações

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