Chávez agradece Stone por 'se movimentar pelo eixo do mal'

Venezuelano considera que diretor mostra a verdade da América do Sul aos EUA com "South of the Border"

Efe,

24 de setembro de 2009 | 11h26

Morales, Stone e Chávez após a exibição de "South of the Border". Foto: Efe

 

NOVA YORK - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, assistiu à apresentação do documentário "South of de Border", do diretor americano Oliver Stone, na noite de quarta-feira, 23, em Nova York, e agradeceu "à coragem de se movimentar pelo eixo do mal" do cineasta.

 

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Trailer de "South of the Border" (em inglês)

 

Como um ator de cinema, no tapete vermelho do Lincoln Center, Chávez posou para a imprensa vestido com um traje negro e suéter vermelho, junto a Stone e o presidente da Bolívia, Evo Morales, antes da projeção do filme no qual é protagonista.

 

O documentário "South of the Border" (Ao sul da fronteira) "é extraordinário, porque Oliver, com seu gênio, pôde interpretar o que está acontecendo na América do Sul", assinalava o venezuelano, visivelmente satisfeito.

 

No longa de 78 minutos, Stone faz um retrato político e humano muito favorecedor de Chávez e inclui testemunhos dos presidentes do Brasil, Bolívia, Argentina, Equador, Paraguai e Cuba. O diretor de filmes como "Platoon" e "Nascido em 4 de Julho" negou que seu documentário seja propagandista, e que o fez para resistir às críticas "injustas" sobre Chávez e Morales.

 

O presidente boliviano, que aparece em uma das cenas jogando futebol e mastigando folha de coca com Stone, comentou divertido que "quase ganha" com a bola. "Eu queria que este filme lhe fizesse justiça, porque Chávez é muito popular na América do Sul".

 

O presidente venezuelano não perdeu a oportunidade de lembrar que "lá no Sul há uma revolução, que não é de fuzis nem de colunas guerrilheiras, mas dos pobres e excluídos durante cinco séculos". "Evo é descendente direto do último imperador inca. Lá onde Evo nasceu, bem em cima na montanha, a civilização aimara foi exterminada pela invasão europeia", explicou Chávez aos jornalistas americanos em um tom didático.

 

"Agora, cinco séculos depois, lá surge uma revolução pacífica e democrática", enfatizou, enquanto Stone e Morales faziam gestos aprobativos com a cabeça. "É muito importante que o povo dos EUA conheça a verdade e essa é a grande contribuição que faz Oliver", comentou Chávez. "Ele está tratando de mudar um país e de combater a pobreza", resumiu o diretor americano.

 

Chávez assistiu à projeção do documentário acompanhado por duas de suas filhas e uma neta.

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