Chávez ainda espera provas de vida dos reféns das Farc

Presidente venezuelano diz que o processo está em uma fase que 'não se pode parar'

Efe e Reuters,

23 de novembro de 2007 | 02h25

O presidente Hugo Chávez disse na noite de quinta-feira, 22, que lamenta a decisão de seu par colombiano, Alvaro Uribe, de encerrar a mediação feita por ele para a libertação de dezenas de seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O venezuelano garantiu que continua esperando pelas provas de vida dos reféns e pediu ao líder da guerrilha, Manuel Marulanda, que as envie.   Veja também: Colômbia encerra missão de Chávez com FarcFrança pede retomada de mediação de Chávez  Chávez teria 'agenda oculta' para libertação de reféns das Farc   Uribe cancelou as negociações de Chávez com a guerrilha na noite de quarta-feira, após o presidente da Venezuela ter perguntado ao comandante do Exército colombiano, Mario Montoya, sobre reféns em poder das Farc, em uma conversa telefônica não autorizada.   O governante venezuelano indicou que o processo está em uma fase que "não se pode parar" e que segue esperando que o fundador e chefe das Farc, Pero Antonio Marín, conhecido como Manuel Marulanda, envie as provas de vida dos 45 seqüestrados "trocáveis" por uns 500 rebeldes presos.   "Como o processo havia sido iniciado, há coisas que não podemos parar. Eu espero a chegada das provas de vida dos prisioneiros", disse Chávez em um ato em Caracas. O venezuelano aproveitou para pedir para Marulanda enviá-las e assim ele as tornará públicas.   "Por uma razão que para mim não parece ser uma razão, sem nenhuma ligação nem sequer para perguntar por isso ou aquilo, tarde da noite, meia-noite, o presidente Uribe decidiu suspender o trabalho que eu estava fazendo. Bom, lamento", disse Chávez durante ato com trabalhadores.   "Respeito a decisão do presidente Uribe. Lamento muito, pela Colômbia, pelos prisioneiros: tanto os que estão nas mãos da guerrilha, como os que estão nas prisões colombianas, que são guerrilheiros e guerrilheiras, e seus familiares."   Chávez fazia a mediação desde agosto após pedido da Colômbia para tentar libertar 49 seqüestrados pela maior guerrilha de esquerda do país, em uma troca por mais de 100 milicianos. Os familiares dos reféns, que confiavam na mediação de Chávez, se mostraram desesperançados após o fim de sua participação.   Entre os reféns estão a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, que tem cidadania francesa e colombiana, três norte-americanos, além de políticos e agentes de segurança da Colômbia. Alguns estão seqüestrados há 10 anos. A Colômbia assegurou que irá continuar na busca pela liberdade dos reféns.        

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