Chávez ameaça cortar fornecimento de petróleo para os EUA

Presidente venezuelano diz que preço do barril 'chegará a US$ 200' caso fundos de estatal sejam congelados

Efe e Associated Press

10 de fevereiro de 2008 | 20h34

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ameaçou neste domingo, 10, interromper o fornecimento de petróleo para o Estados Unidos e iniciar uma "guerra econômica" caso a Exxon Mobil Corp. vença a batalha judicial contra a estatal Petróleos de Venezuela S.A (PDVSA). A advertência foi feita por Chávez no programa dominical "Alô Presidente" no Estado de Barinas, 520 quilômetros ao sudoeste de Caracas. A ação levou tribunais do Reino Unido, Holanda e EUA a "congelar" cautelarmente fundos da PDVSA, que, segundo o ministro venezuelano de Energia, Rafael Ramírez, não afetam a operabilidade da empresa. "Se os senhores chegarem de verdade a congelar (os fundos), se nos for gerado algum dano, nós também vamos gerar danos a vocês, porque não vamos mandar petróleo aos EUA. Grave isso, Sr. Bush", disse Chávez em alusão ao presidente americano, George W. Bush. Segundo ele, se ocorrer uma guerra econômica "o preço do petróleo vai chegar a US$ 200". Chávez já ameaçou diversas vezes cancelar o embarque de navios petroleiros para os EUA, o principal cliente da Venezuela, se Washington mantiver a intenção de "prejudicá-lo". Neste domingo, porém, o tom da declaração parece alertar as companhias de petróleo para a tentativa de impedir seu projeto de nacionalização por meio de processos judiciais. "Mais de um país me seguiria na guerra econômica contra os EUA", afirmou. Chávez assegurou que a Exxon Mobil é uma das empresas "ponta de lança do imperialismo" e a incluiu no grupo dos "bandidos imperialistas, ladrões de colarinho branco e corruptos". O presidente venezuelano disse ter informação confiável que Bush ordenou que se façam todos os esforços necessários para que, antes de deixar a Presidência, ele e sua "revolução bolivariana" sejam derrotados.

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