Chávez ameaça expropriar e ocupar siderúrgica Ternium Sidor

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez,ameaçou no domingo expropriar e mandar ocupar imediatamente asiderúrgica Sidor, caso não haja um acordo sobre o preço apagar a seus acionistas e sócios da Ternium, em meio aoprocesso de renacionalização da empresa. Chávez disse que a Ternium, controlada pelo grupo argentinoTechint, pede 4 bilhões de dólares pela empresa, da qual detém60 por cento das ações. Os 40 por cento restantes são divididosentre o Estado venezuelano e os trabalhadores. "Não vou pagar 4 bilhões de dólares por esta empresa. Senão querem chegar a um acordo conosco, na terça-feira emito umdecreto de expropriação e tomo o controle da empresaimediatamente, sem problema", disse Chávez durante seu programadominical de rádio e televisão. O ministro de Indústrias Básicas e Mineração, Rodolfo Sanz,disse no sábado que o pacote da Ternium em Sidor tinha sidoavaliado, inicialmente, em 800 milhões de dólares, dos quaisteria de deduzir alguns passivos. Recentemente, ele afirmou que a Ternium aceitaria ficar comuma participação de 10 por cento na Sidor. Chávez disse no domingo que ordenou ao vice-presidente,Ramón Carrizalez, que chamasse na segunda-feira os diretores daTernium para fazer um acordo a preço justo -- caso contrário,expropriaria a maior siderúrgica da região andina e do Caribe. "Também não queremos prejudicá-los, não. O que vale, vale",disse. "Assim, espero que amanhã os empresários de reúnam com ovice-presidente e deixem de brincadeira. Eu rio, acham quesomos bobos? Pedem 4 bilhões de dólares pela empresa? Não vale,queremos ser justos", exclamou Chávez. O presidente venezuelano disse que a empresa, que mandoureestatizar este mês devido a um conflito trabalhista, deveráser analisada para calcular os passivos ambientais etrabalhistas, e denunciou que "estão aparecendo" contabilidadesfalsas. A Sidor foi privatizada em dezembro de 1997. Em 2007,produziu 4,3 milhões de toneladas de aço líquido. Além daSidor, a Ternium controla a Siderar, na Argentina, e aHylsamex, no México. O conglomerado faz vendas da ordem de 10bilhões de dólares anuais. Além de estatizar, em 2007, petroleiras multimilionárias eas principais empresas privadas de eletricidade e telefonia,Chávez anunciou este mês que tomará o controle das três maioresprodutoras de cimento do país, filiais da mexicana Cemex, dasuíça Holcim e da francesa Lafarge . (Por Ana Isabel Martínez)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.