Chávez ameaça repassar verbas só para Estados que o apoiarem

Presidente venezuelano anuncia 'programa de aceleração' para regiões que elegerem governistas nas eleições

Agências internacionais,

06 de outubro de 2008 | 16h15

O presidente venezuelano Hugo Chávez anunciou no domingo um "programa de aceleração do desenvolvimento regional", denoninado PADRE, a partir do próximo ano, que será aplicado somente em Estados que apoiarem seu governo nas próximas eleições regiões, previstas para 23 de novembro. Ele deixou claro que não enviará recursos aos governadores da oposição, que ele acusa de planejar um golpe de Estado e seu assassinato, informa a agência France Presse.   Veja também: Venezuela cria 'sistema financeiro próprio' com Irã e Rússia Chávez agora estimula criação de moedas locais   A oposição "quer ganhar nos Estados e prefeituras para lançar no ano que vem um golpe de Estado e um assassinato. Isso nós não vamos permitir", declarou o presidente venezuelano. "Para que enviar recursos (aos opositores)? Para que roubem, conspirem contra mim? não", acrescentou, diante de milhares de partidários, pedindo votos para os candidatos do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV).   Chávez suspendeu no domingo seu programa semanal de rádio e televisão "Alô Presidente!" até que termine a campanha eleitoral. Ele disse que ao invés de realizá-lo irá se dedicar "a inauguração de obras e ao acompanhamento dos candidatos (do governo) em atos públicos."   O chefe de Estado venezuelano disse também que irá deixar o cargo apenas em 2021, apesar de seu atual mandato terminar em 2013 e ele não poder se reeleger novamente. "Vocês sabem que estou brincando quando digo que em 2013 eu vou sair. Eu não vou nada. Não posso ir nem que eu queira, pois não cabe a mim, minha vida não me pertence, minha vida pertence a vocês", disse Chávez em um comício no Estado de Carabobo, região central do país.   "No dia 24 de junho de 2021, aí sim, se Deus e a Virgem quiserem, é verdade que pedirei a vocês permissão para me retirar", continuou. O mandatário, que chegou ao cargo em 1998 e foi reeleito em 2006, propôs recentemente uma reforma constitucional que incluía a reeleição presidencial indefinida e que foi rejeitada pela população em um referendo realizado em dezembro do ano passado.

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