Chávez apóia Bolívia e expulsa embaixador dos EUA; veja vídeo

'Vão embora, ianques de m...', diz presidente venezuelano, dando 72 hoas para diplomata deixar o país

Agências internacionais,

12 de setembro de 2008 | 08h18

 O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deu um prazo de 72 horas para que o embaixador dos Estados Unidos em Caracas, Patrick Duddy, deixe o território venezuelano em solidariedade ao governo boliviano de Evo Morales, que há dois dias decidiu expulsar o embaixador americano após acusá-lo de estar por trás das manobras da oposição. "Vão embora, ianques de m...", disse Chávez em um evento em Puerto Cabello, a 120 quilômetros da capital. Washington não fez nenhum comentário sobre a decisão do venezuelano.    Veja também: Conflito deixa 8 mortos e Evo diz que 'paciência tem limite' Lula expressa apoio a Evo diante da crise na Bolívia Chávez ameaça 'apoio armado' à Bolívia se Evo for derrubado Entenda os protestos da oposição na Bolívia Enviada do 'Estado' mostra imagens dos protestos na Bolívia  Imagens das manifestações     Chávez também ordenou o regresso imediato do embaixador da Venezuela nos EUA, Bernardo Álvarez. Ele disse que "quando houver um novo governo nos EUA", a Venezuela enviará um embaixador, mas enquanto George W. Bush permanecer no poder não terá um representante diplomático em Washington. Chávez também ameaçou cortar o fornecimento de petróleo aos EUA se o país agredir a Venezuela.   Haz click en cualquier video para verlo Puedes ver otros en radiomundial.com.ve   "Começamos neste momento a avaliar as relações diplomáticas com o governo dos Estados Unidos", afirmou Chávez, que ainda ameaçou que "se houver alguma agressão contra a Venezuela, não haverá petróleo para o povo nem para o governo dos Estados Unidos. "Não teremos embaixador em Washington nem aceitaremos um embaixador (americano) aqui enquanto a Casa Branca não tiver um governante que reconheça e respeite nossos povos, a dignidade da Venezuela e a dignidade da América Latina", assinalou.   "Na Venezuela, os povos do mundo têm um país solidário. Há milhões de nós dispostos a lutar pela Bolívia", continuou. Mais cedo, Chávez disse que se presidente boliviano, Evo Morales, fosse "derrubado" ou "morto" durante os protestos da oposição que agitam a Bolívia, haveria "sinal verde para apoiar qualquer movimento armado" no país.   Chávez assegurou que com essa iniciativa, não pede que os demais governos da região também expulsem seus embaixadores americanos. O governo dos EUA, segundo o presidente venezuelano, é o responsável por todas as conspirações contra os povos da América Latina. A Bolívia vive na quinta o terceiro dia consecutivo de violência em várias regiões do país, todas controladas por opositores autonomistas que exigem a restituição de um imposto sobre o gás e o petróleo que antes era repassado para os governos dos departamentos bolivianos e são contra a nova proposta constitucional do governo.   O presidente venezuelano acusou também o governo dos Estados Unidos de estar por trás de um plano de golpe de Estado que, supostamente, estava sendo planejado por oficiais das Forças Armadas venezuelanas, e que foi "revelado" na noite desta quarta-feira em um programa do canal oficial VTV. Segundo a BBC a revelação das gravações telefônicas com o plano para a tomada do Palácio de Governo e um suposto assassinato de Chávez foi o tema central das discussões entre os venezuelanos nesta quinta-feira e pautou quase que a totalidade da programação do canal oficial.   Apoio a Evo   No dia mais violento da recente onda de protestos na Bolívia, pelo menos 8 partidários do presidente Evo Morales morreram e 34 ficaram feridos num confronto com opositores no Departamento (Estado) de Pando, no norte do país. O choque ocorreu quando os governistas, quase todos camponeses, tentaram romper um bloqueio de estrada promovido por partidários do governador do departamento, Leopoldo Fernández, feroz opositor de Evo.   O aumento na violência ocorreu no mesmo dia em que a Bolívia suspendeu por mais de seis horas o envio de 50% das exportações de gás natural para o Brasil. A distribuição foi retomada após a empresa Transierra - responsável pelo gasoduto que transporta a maior parte do produto para o País - trocar uma válvula que havia sido fechada por grupos opositores. Por causa dos protestos, a distribuição de gás para a Argentina também foi prejudicada. A oposição também tentou sabotar o envio de gás para a região do Altiplano, incluindo La Paz.   (Com Renata Miranda, de O Estado de S. Paulo)

Tudo o que sabemos sobre:
Bolíviacrise na Bolívia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.