Chávez apoia proposta de Uribe para trégua com as Farc

"Não sou aliado nem apoio as Farc, mas, vocês sabem, não sou inimigo', afirma o presidente venezuelano

Reuters e Efe,

15 de abril de 2009 | 07h58

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, expressou na terça-feira, 14, seu apoio à proposta do colega colombiano, Alvaro Uribe, para que a guerrilha das Farc cesse as hostilidades por quatro meses com a intenção de negociar a paz e colocar fim ao conflito interno naquele país.

 

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O mandatário venezuelano tem sido acusado de manter vínculos com as Farc por sua ideologia esquerdista, mas Chávez afirmou que não dá respaldo a nenhum grupo violento na Colômbia nem em outro país. "Não sou aliado das Farc nem apoio as Farc, mas, vocês sabem, não sou inimigo das Farc", disse Chávez ao destacar a necessidade de um esforço de todos os atores para poder conseguir a paz.

 

"A Venezuela está pronta para, apesar dos pesares, ajudar nesse esforço necessário de busca da paz, respeitando sempre as decisões soberanas que o governo colombiano tomar", expressou Chávez. Antes de fazer as declarações, Chávez reiterou que seu governo "não apoia nem apoiará movimento armado algum nem na Colômbia nem em nenhuma outra parte do mundo".

Uribe tem proposto nos últimos dias iniciar um diálogo com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que possa levar a um eventual desarmamento e à desmobilização, mas condicionados a uma interrupção de suas operações.  "Creio que é justo (...) que as Farc tomem nota disto. A Venezuela está pronta para, apesar dos pesares, ajudar nesse esforço que cremos necessário de busca da paz", disse Chávez em uma coletiva de imprensa conjunta durante visita oficial de Uribe.

As Farc não se pronunciaram sobre a proposta. Recentemente, a guerrilha anunciou a disposição de negociar um acordo de reféns com o governo de Uribe para libertar 22 homens das Forças Armadas sequestrados em troca de 500 rebeldes presos.

Uribe impulsiona uma ofensiva militar contra as Farc, obrigando os guerrilheiros a se refugiar em zonas distantes e montanhosas na selva, onde foram mortos importantes comandantes e forçando a deserção de milhares de combatentes. O presidente colombiano não esclareceu se as Forças Armadas também suspenderiam as operações ofensivas contra a guerrilha.

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