Chávez chama Uribe de 'triste peão' dos EUA e Colômbia reage

Congresso colombiano apoia presidente do país e classifica declarações venezuelanas como 'insultantes'

Efe e Reuters,

28 de novembro de 2007 | 07h39

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, retomou na terça-feira, 27, os ataques ao chefe de governo colombiano, Álvaro Uribe, e chamou a consultas o embaixador venezuelano em Caracas, Pavel Rondón. Na Colômbia, diversos setores, admitindo que a situação é delicada, pediram prudência e também respeito.   Veja também:  Piedad defende sua gestão para troca com as Farc Venezuela retira embaixador na Colômbia após crise  Especial: Tensão na América do Sul    Congressistas colombianos dos partidos que apóiam o governo rejeitaram as declarações "insultantes e injuriosas" de Chávez contra Uribe. Eles ofereceram seu apoio ao governante após uma reunião na Casa de Nariño, sede do Executivo. Um comunicado da casa presidencial colombiana afirmou que "cerca de 180" deputados e senadores foram ao ato. "O apoio ao chefe de Estado foi unânime e em massa", acrescentou.   Chávez negou estar desenvolvendo um "projeto expansionista" com a riqueza petrolífera de seu país, e chamou Uribe de "triste peão do império". A troca de críticas começou no fim de semana, quando Uribe decidiu cancelar a mediação de Chávez para buscar um acordo humanitário com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).   "Eu tenho um projeto expansionista, presidente Uribe? O império é que tem um projeto expansionista e o senhor é um servil instrumento do império americano na América Latina", disse Chávez em Maracay, cerca de 120 quilômetros a oeste de Caracas.   O governo da Venezuela chamou a consultas o embaixador colombiano, Pável Rondón, dois dias após anunciar o congelamento das relações com a Colômbia. A decisão foi uma represália contra o anunciou de Uribe de suspender os trabalhos de Chávez como mediador na troca humanitária pelos reféns das Farc.   Em Bogotá, o ministro das Relações Exteriores colombiano, Fernando Araújo, anunciou que o seu país não deve chamar a consultas o embaixador venezuelano, Fernando Marín. Ele disse a jornalistas que por enquanto não haverá mais decisões sobre a crise.     Durante a tarde de terça, num debate no Congresso, a senadora Piedad Córdoba e o alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo procuraram explicar a fracassada negociação com as Farc. Houve mais vozes de apoio a Uribe e rejeição às afirmações de Chávez.   A senadora Córdoba, que até a semana passada integrava a negociação pelo acordo humanitário ao lado de Chávez, se ofereceu como "mediadora" para recuperar as relações entre Bogotá e Caracas. Ela disse que poderia "conversar" com o presidente venezuelano para "regularizar a relação histórica".   Alguns setores colombianos, como o Partido Conservador, consideram que as declarações de Chávez podem ser resultado da "intemperança do líder venezuelano, seguramente motivada por estratégias eleitorais em seu país". As gestões de Chávez e de Córdoba buscavam a libertação de 49 reféns das Farc, em troca de 500 guerrilheiros presos.   Posição das Farc   As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram na terça-feira que os reféns atualmente em seu poder só recuperarão a liberdade numa troca com um novo governo, ao mesmo tempo em que classificou de "miserável" o presidente colombiano, Alvaro Uribe, por sua decisão de suspender a mediação que vinha sendo realizada pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.   "Para que haja troca e para que haja paz, precisamos de um novo governo verdadeiramente democrático, fundado na soberania do povo e na justiça social", acrescenta o comunicado.

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