Chávez chega à África do Sul para 'criar bases políticas'

Presidente venezuelano afirma que assinará convênio para exploração de petróleo entre os dois países

Efe,

02 de setembro de 2008 | 11h03

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou nesta terça-feira, 2, à África do Sul, em sua primeira visita de Estado ao país, "para criar as bases políticas e o marco jurídico para antecipar mecanismos de cooperação" bilateral, disse na chegada a Pretória.  Em declarações à imprensa, Chávez disse que a viagem tem o objetivo de "semear as bases da cooperação entre países do sul no começo do século XXI" e afirmou que há um "pleno processo de nova independência da América do Sul". Além disso, declarou que também "há na África um movimento de renovação e de buscar os caminhos da soberania dos povos". Chávez revelou que "na área energética" assinará com a África do Sul "um convênio", que permitirá que a "empresa petrolífera sul-africana vá à faixa de Orinoco para trabalhar junto com a PDVSA", e acrescentou: "pediram que viéssemos aqui para explorar" também. O presidente venezuelano lembrou que seu país prepara "a segunda cúpula dos países da África e da América do Sul, em Caracas, em novembro", e afirmou que tentará se "integrar os potenciais na cooperação". Para Chávez, projetos como o Banco do Sul ou a Telesur "não são para ficar na América Latina, na América do Sul: abrange a África, a Ásia, o mundo do Sul", motivo pelo qual pretende que seu potencial abranja estes continentes. "O mundo do Norte, durante séculos, atropelou o mundo do Sul e já é hora de o mundo do Sul ser soberano, independente, sólido, forte", ressaltou Chávez. O governante latino-americano afirmou que "a África do Sul é um país que tem um grande peso no continente africano", antes de dizer que é um "imenso continente" com 54 países, no qual estão "as raízes mais profundas da identidade latino-americana". "A África, para nós, é uma mãe (...) Somos mais uma combinação da América e da África do que uma procedência da Europa", declarou lembrando palavras de Simón Bolívar. Na declaração, Chávez falou do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, que disse ser "um dos libertadores do povo, um dos libertadores da Terra", e acrescentou que a "África tem muito que ensinar ao mundo". Ensinar "como se batalha contra impérios, como se derrota impérios, como se levanta um povo e como se constrói um país moderno", declarou Chávez se referindo à África do Sul. Segundo fontes da Presidência venezuelana, a visita deve durar apenas um dia, embora estivesse previsto que continuasse nesta quarta-feira.

Tudo o que sabemos sobre:
VenezuelaÁfrica do Sul

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.